Investir na Vale e na Petrobras vira mau negócio



Do início do ano até o fechamento de agosto, ações da mineradora caíram até 21% e da petroleira, 17%


Fonte: O Tempo
Recomendadas até pouco tempo atrás como opções para quem queria juntar dinheiro para aposentadoria ou conseguir uma boa rentabilidade para seu capital, as ações da Vale e da Petrobras estão fazendo com que os investidores percam dinheiro.
Do primeiro dia útil do ano até o fechamento do mês de agosto, os papeis ON da mineradora caíram 16,4% e os PN, 21,8%. Já a petroleira perdeu 17,1% nas ações ON e 10,65% nas ações PN. As perdas acompanham as do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, que acumulou queda de 17,95% nos oito primeiros meses do ano.
Para o gestor da Picchioni, Paulo Amantéa, diante do cenário econômico, a bolsa deixou de ser uma boa opção de investimento até mesmo no longo prazo. “A bolsa não se recuperou desde a crise de 2008 e eu não vejo um movimento bom pela frente. Deve ter um buracão ainda”, afirma. Quem aplicou R$ 1.000 no início do ano, hoje, pode ter menos de R$ 800, dependendo do papel escolhido.
Apesar das perdas, o especialista diz que sacar o valor não é a melhor opção. “Eu ficaria esperando e torcendo por uma mudança na economia que fizesse a bolsa voltar a subir”, diz ele.
Quem ainda não investiu deve procurar uma aplicação com melhores resultados. No acumulado do ano até agosto, a bolsa é a última colocada no ranking de investimentos no país. A melhor aplicação é o dólar, que teve alta de 16,53% nos oito primeiros meses e já chegou a ser negociado a R$ 2,40. A poupança antiga, os fundos DI e o CDB também são aplicações que apresentaram bons rendimentos. 

Oposto. Se as ações tradicionais, chamadas “blue chips”, estão decepcionando em rentabilidade, as empresas ligadas ao consumo interno têm bons resultados. Companhias que trabalham com bebidas, carros e eletrodomésticos, produtos que têm boa demanda no mercado nacional, têm valorização muito acima do Ibovespa. A rentabilidade delas bate também a inflação. Um dos casos mais emblemáticos está a Ford, que teve valorização de 55,6% no ano.
Amantéa diz, porém, que mesmo para aplicar em papeis com bons rendimentos, a bolsa não é mais indicada para o investidor que não conhece o mercado. “Para entrar, é preciso estudar o mercado, ficar acompanhando”, afirma. 


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