Categoria química repudia invasão do Sindicato dos Metalúrgicos pela PM


A categoria química, através da CNTQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico), em nível nacional, repudia a ação truculenta do governo de SP, por meio da Polícia Militar, que na noite de sexta-feira (11/3) invadiu de forma ostensiva as dependências do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema, Grande SP. “Os soldados portavam metralhadoras e do lado de fora do sindicato parecia uma praça de guerra, por causa do grande aparato que a PM levou até o local”, protestou o presidente da CNTQ e do Sindiquímicos Guarulhos, Antonio Silvan Oliveira.
Segundo ele, a democracia que os trabalhadores conquistaram, através da luta das entidades sindicais, não tem espaço para ações arbitrárias num lamentável momento de tensão e tentativas de intimidação do governo de SP, utilizando para isso a Polícia Militar. “De acordo com a Constituição Federal, a lei máxima do País, “são garantias invioláveis de todos, os recintos particulares e o direito de reunião das pessoas, até como natural expansão da sociabilidade humana”, conforme descreve o art. 5°, incs XI e XVI”, enfatizou.
Na sede dos Metalúrgicos do ABC estava ocorrendo uma reunião democrática, com a presença de parlamentares do PT, diretores da entidade e demais pessoas, quando, de repente o local foi invadido pela PM, criando clima de tensão. Quando questionados a respeito da operação, os policiais disseram que estavam acontecendo uma reunião de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foram até aquele sindicato para averiguar. O local permaneceu cercado durante algum tempo e a PM foi embora após anotar os números de documentos dos participantes da reunião.
Silvan ressalta que a maioria dos regimes totalitários, como a Ditadura Militar de 1964 no Brasil, o Nazismo, na Alemanha, e o Fascismo, na Itália, se aproveitaram de crises na economia para assumir o poder. De início, vendiam a proposta de solução para todos os problemas.
Não demorou muito tempo para o mundo conhecer as atrocidades implantadas por esses governos de exceção, como extermínio de minorias, além de grande perseguição ao movimento sindical, que na visão deles, seriam os grandes culpados pelo descalabro econômico que esses países mergulharam, na maioria das vezes em benefício do capital especulativo e detrimento do seguimento empresarial. Como ocorre nestes dias atuais, parcela da burguesia aliada aos grandes veículos de comunicação ajudam a fomentar esta perseguição, que jamais deve existir numa democracia.

Nota do Stiquifar

O Stiquifar engrossa o coro da solidariedade aos companheiros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A entidade entende que vivemos em país democrático, onde o Estado de Direito deve sempre prevalecer. A liberdade foi conquistada neste país para todos, e assim deve continuar. O Stiquifar considera absurda a atitude da PM de SP e repudia com todas as forças o ato cometido em São Paulo.

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