Força presente no Seminário Brasil-China sobre relações do trabalho



A Força Sindical integra a delegação nacional que participa do Seminário “O Papel do Sindicato na Administração Social”, que reuniu as Centrais Sindicais brasileiras e a Federação de Sindicatos da China (ACFTU - All-China Federation of Trade Unions), realizado entre os dias 09 e 12 de dezembro, em Pequim, capital da China. A ACFTU é a maior organização sindical do mundo, com 134 milhões de membros, distribuídos em 1.713 organizações sindicais primárias.

Vandeir Messias, presidente da Força Minas; Tânia Valéria Ribeiro, vice-presidente do Sindicato dos Tecelões de Belo Horizonte, e Rogério Aquino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado de Belo Horizonte e Região, também em nome da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Textil, Vestuário, Couro e Calçado (Conaccovest); Cristina Helena silva Gomes, do Sindicato dos Servidores Públicos de Itapira/SP, e Antonio Pereira, do Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias da Construção e do Mobiliário de São Paulo, representam a Central no encontro, que aborda relações laborais e aprofunda o intercâmbio entre os dois países. Juntamente com os delegados da Força Sindical, sindicalistas de outras cinco centrais sindicais: União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central (NCST), Central Geral dos Trabalhadores (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Entre os sindicalistas chineses, da ACFTU, Lv Guoquan, diretor do Centro de Estudos Laborais; Wang Ying, vice diretora do Departamento de Base da; Zang Ruiling, vice-diretora do Departamento de Assuntos Jurídicos; Xu Lu, vice-diretora do Departamento Internacional, Huang Jingping; Diretor do Departamento de Base; Li Jingfang, diretora do Departamento Americano Internacional; Gao Xiaumeri, Investigadora do Departamento Internacional; Zu Xunke, Investigador Adjunto do Centro de Estudos de Relações Laborais; Zang Ling, dirigente de Serviços Integrados do Departamento de Contratos Coletivos; Zhao Liangliang, Investigados Adjunto do Centro de Estudos de Relações Laborais; Zhang Megmeng, Dirigente do Departamento Americano Internacional, e o Perito Acadêmico Tang Kuang, Diretor da Escola de Pessoal e Mão de Obra da Universidade do Povo da China.

BRASIL SEM MISÉRIA - Messias, que também preside o Sindicato dos Químicos, Plásticos e Farmacêuticos de Belo Horizonte e Região (SindLuta) e integra a direção da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNTQ), palestrou sobre “O Papel dos Sindicatos na Administração Social”. Ele apresentou aos chineses o estudo “Política Social no Brasil – Anos Recentes”, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), que relata o projeto Plano Brasil Sem Miséria, que procura celebrar pactos regionais que expressam compromissos com garantia de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços, com base em ações práticas adaptadas para a realidade de cada região.

O fato de os trabalhadores, em nível mundial, enfrentar situações precárias, com salários indignos e jornada de trabalho excessiva, incluindo a desigualdade de tratamento entre homens e mulheres, reforça a noção de construir sociedades mais justas. O projeto destaca programas como Bolsa Família; Crack, é Possível Vencer; Mais Educação; Brasil Alfabetizado; Rede Cegonha, Brasil Sorridente; Distribuição de Remédios; Mulheres Mil; Água para Todos; Bolsa Verde; Assistência Técnica e Extensão Rural e Economia Solidária, entre outros cuja finalidade é levar as políticas de combate à fome do âmbito da caridade para o campo dos direitos sociais.

BRICS SINDICAL - Dirigentes sindicais de Brasil e China já haviam conversado no III Fórum do BRICS Sindical, no qual participaram sindicalistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, realizado dias 14 e 15/07, em Fortaleza. Na ocasião, os representantes redigiram declaração conjunta em que apontam os principais problemas e cobram soluções para os trabalhadores do bloco.

A intensão dos sindicalistas brasileiros e chineses é formar uma coordenação do BRICS Sindical, cuja próxima reunião ocorrerá na Rússia, em 2015, e há o aceno de um encontro no Brasil.

Na China, existem oito grandes organizações sociais nacionais, classificadas como ”organizações do povo”, que incluem a Federação de Sindicatos da China, Liga da Juventude Comunista e Federação das Mulheres da China, estruturas criadas pelo Estado que exercem funções administrativas. As três organizações funcionam, respectivamente, como departamentos do trabalho, da juventude e das mulheres do Partido Comunista.

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