TST decide que perícia para verificar insalubridade é obrigatória



A perícia para verificar insalubridade é obrigatória mesmo que não haja pedido. De acordo com a 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho para a caracterização da insalubridade na atividade de trabalho, é “imprescindível e imperativa” a avaliação do perito. No portal Conjur.

Assim, o colegiado determinou que seja feita perícia técnica para apurar insalubridade em ação de uma operadora de produção da BRF. Segundo a autora da ação, ela recebia o adicional em grau médio (20%), por trabalhar em câmara fria, mas que a empresa não teria feito o pagamento entre fevereiro e junho de 2015.

A empresa, em sua defesa, sustentou que a empregada havia recebido a parcela quando esta era devida, mas parou de recebê-la quando não era mais.

O juízo da 14ª Vara do Trabalho de Belém (PA) deferiu o adicional. Para isso, considerou que a empresa não havia anexado ao processo os laudos técnicos sobre as condições de trabalho de seus empregados e o ambiente de trabalho nem sobre as medidas de prevenção de riscos e acidentes. Para o juízo, a documentação era necessária para demonstrar se a empregada estava sujeita a agentes insalubres.

O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP) manteve a sentença e indeferiu o pedido da BRF para a realização da perícia, por entender que a medida não é obrigatória e deve ser requerida pela defesa.

A relatora do recurso de revista da BRF, ministra Dora Maria da Costa, observou que a obrigatoriedade da perícia para apurar a existência de agente insalubre decorre da controvérsia sobre as reais condições de trabalho do empregado. “Sua realização é imprescindível, e não faculdade conferida ao julgador que pretende ser auxiliado na formação do seu convencimento”, afirmou.

Segundo a ministra, trata-se de norma obrigatória dirigida ao juiz, e este, quando arguida a insalubridade, deverá determinar a perícia mesmo que não tenha havido solicitação das partes, a não ser nos casos de impossibilidade de sua realização, o que não houve no caso. A decisão foi unânime.
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Senado vota nesta terça (1º) reforma da Previdência em 1º turno


A agenda principal do Congresso nesta terça-feira (1º) vai ser a reforma da Previdência, cuja votação, em 1º turno, está marcada para o plenário, à tarde. Pela manhã, a partir das 10 horas, a Comissão de Constituição e Justiça vota o parecer do relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), às 77 emendas apresentadas em plenário.

No relatório, Jereissati acatou apenas 1 emenda supressiva, para não prejudicar o acesso à aposentadoria integral de quem recebe vantagens variáveis vinculadas a desempenho no serviço público, e corrigiu a redação do trecho que inclui os informais entre os trabalhadores de baixa renda que terão acesso ao sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas favoráveis.

A votação do texto, em 2º e último turno, está prevista para o 10 de outubro.Da mesma forma que no 1º turno, no 2º, o texto vai ser discutido em 3 sessões no plenário. Ao final das quais, se houver emendas, retorna à CCJ para que o relator ofereça parecer sobre às proposta de alterações por ventura apresentadas. A diferença é que nessa fase final de discussão da matéria, os senadores só poderão apresentar emendas supressivas.

PROGNÓTICO
A previsão de placar em torno da votação da proposta é que o governo vença por amplíssima maioria. Se todos os 81 senadores estiverem presentes no momento da votação, a expectativa é que haja 66 votos a favor — 17 a mais que o mínimo necessário, que são de 49 votos — e apenas 14 contrários.

Fonte: DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
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Joaquim Barbosa ajudou executivos da Vale a conseguirem absolvição



O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa ajudou a defesa de executivos da Vale a obterem a absolvição de seus clientes na ação penal em que eram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) em Minas por homicídios e crimes ambientais decorrentes da lama de Mariana.

Barbosa, que hoje atua como advogado, foi chamado em 2017 pelo advogado David Rechulski, que defende oito executivos que representavam a Vale no conselho da Samarco, mineradora responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu em 5 de novembro de 2015, provocando uma tsunami de rejeitos que soterraram o distrito de Bento Rodrigues, matando 19 pessoas.

Questionado sobre valores cobrados pelo parecer, Barbosa não se manifestou. O escritório de advocacia que o contratou não retornou os contatos da reportagem. Na condição de parecerista, ele não peticiona nos autos como advogado dos réus, mas elabora um documento usado pelos defensores.

O ex-ministro deu parecer pela inépcia da denúncia da Procuradoria contra os executivos. Já naquela época, a tese de Barbosa era semelhante àquela que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) usou ao conceder um habeas corpus que trancou a ação pelo crime de homicídio, neste ano, para todos os denunciados. Eles permaneceram respondendo por outros crimes ambientais e de inundação.

A Corte entendeu que a participação dos executivos no conselho da mineradora, por si só, não é suficiente para configurar envolvimento direto nas mortes e na tragédia ambiental.

Recentemente, no dia 20 de setembro, seguindo essa decisão, o juiz da Vara de Ponte Nova Jacques de Queiroz Ferreira, em “retratação”, seguiu a decisão da Corte para trancar, para todas as acusações, a ação penal para os oito executivos.

O magistrado citou que a defesa, ao pedir a reconsideração da decisão, apresentou o parecer de Joaquim Barbosa.

Em seu parecer, o ex-ministro afirma que “atrai a atenção na peça acusatória o seu extraordinário e perturbador laconismo no que diz respeito à descrição dos fatos tidos como criminosos, sobretudo o relato quanto às condutas comissivas ou omissivas atribuídas aos consulentes e que supostamente teriam provocado os resultados penalmente reprováveis”.

“No caso que ora se examina, o que mais Essa avareza descritiva, por óbvio, limita sobremaneira o exercício do direito à ampla defesa. A denúncia, portanto, amolda-se perfeitamente ao nada elogiável conceito de ‘Criptoimputação'”, anotou.

Barbosa ainda vê “desacerto” do Ministério Público Federal ao “utilizar teorias inerentes à imputação objetiva e à responsabilidade penal objetiva numa vã tentativa de viabilizar juridicamente a ação penal, o que finda por realçar, em última análise, a inaptidão da denúncia”.

Fonte: G1
Foto/crédito: Joaquim Barbosa: ex-ministro foi autor de parecer que conseguiu habeas corpus para executivos da Vale (Fellipe Sampaio/STF/Agência Brasil)
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MPF recorre de decisão que livrou executivos da Vale e da BHP de processo sobre desastre em Mariana


O Ministério Público Federal em Minas Gerais recorreu da decisão que trancou as ações penais contra executivos da Vale e da BHP Billiton denunciados pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30).

Na decisão do dia 20 de setembro, o juiz federal Jacques de Queiroz Ferreira, da Subseção Judiciária de Ponte Nova, na Zona da Mata de Minas, rejeitou a denúncia do MPF contra oito executivos – cinco da Vale e três da BHP – que atuavam no Conselho de Administração da Samarco e em seus comitês de assessoramento na época do rompimento da barragem da Samarco. A mineradora pertence à Vale e à BHP Billiton.

A ação penal apura as responsabilidades pelos crimes de inundação seguida de morte e poluição, decorrente do rompimento da estrutura da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton. A ação já foi trancada mais de uma vez e tramita em Ponte Nova.

O rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana, no dia 5 de novembro de 2015, provocou a morte de 19 pessoas, destruiu distritos como Bento Rodrigues e poluiu toda a bacia do Rio Doce, até o Oceano Atlântico. Na época da denúncia em 2016, quatro empresas e 22 pessoas se tornaram rés pelo desastre da Samarco. Agora, esse número mudou. Conforme o MPF, 13 não respondem por mais nenhum crime.

De acordo com o Ministério Público, no recurso, é reiterado “o papel preponderante desempenhado por essas pessoas na gestão dos riscos do empreendimento, citando inclusive trecho de ata em que o Conselho de Administração, no ano de 2011, já recomendava à Samarco reavaliar a relocação das comunidades sujeitas aos "riscos catastróficos identificados pela avaliação de riscos, tomando as medidas necessárias para evitar sua ocorrência".

O magistrado de Ponte Nova levou em conta decisões da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) a favor do ex-executivo da Vale, José Carlos Martins, e de Hélio Cabral Moreira e Margaret Mc Mahon Beck, que integraram o conselho de administração da Samarco, e tiveram suas ações penais trancadas.

Segundo entendimento do juiz, conforme a decisão do TRF1, “os acusados, sendo membros do Conselho de Administração, não exerciam funções de gestão ou executivas na Samarco”. A mesma consideração, o juiz aplica aos membros dos comitês que foram excluídos da ação penal.

O MPF destaca que agora, após sete meses parado, o processo voltou a tramitar na primeira instância com mudança de rito para ordinário, já que não se tratava mais de ação penal por homicídio e eventual tribunal do júri.

De acordo com o advogado David Rechulski, que defende os executivos da Vale, a decisão do juiz é “tecnicamente correta e reflete entendimento jurídico em consonância com o do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no sentido de que a denúncia repercute acusação improcedente, que não individualiza condutas e sim aponta cargos para buscar a atribuição de responsabilidades. Ocupar um cargo, por si só, não pode servir e não é suficiente para atribuição de autoria delitiva “

POSIÇÃO DAS EMPRESAS
A Vale e a Samarco disseram que não iriam se pronunciar sobre o caso. A BHP afirmou que a decisão do juiz de Ponte Nova “reforça a convicção que a companhia sempre teve em sua inocência, bem como na inocência das pessoas a ela vinculadas em relação ao rompimento da barragem de Fundão”. Disse ainda que “continua totalmente comprometida com as ações de reparação integral dos danos”.
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Corpo de 250ª vítima do rompimento da Vale é enterrado em Brumadinho



Foi enterrado no final da tarde de ontem (30) o corpo de mais uma vítima do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Oito meses depois da tragédia, o número de mortos chegou a 250

Uma multidão acompanhou o velório do funcionário da Vale Luciano de Almeida Rocha (foto), de 40 anos. Luciano era técnico de operações, e estava na área administrativa na hora do rompimento da barragem de rejeitos de minério.

“Eu estou agradecendo a Deus por esses oito meses ter guardado o meu filho debaixo daquela terra. E me devolver ele para ser despedido agora, com a família”, afirmou a mãe da vítima Maria Aparecida Rocha.

O corpo de Luciano estava a dois metros de profundidade e a uma distância de cerca de cinco quilômetros da barragem. Outros três primos dele também morreram na tragédia.

Os bombeiros e as máquinas nunca pararam de trabalhar na área onde tudo aconteceu. Vinte famílias ainda esperam por notícias de parentes desaparecidos no rompimento da barragem.

A Polícia Civil também trabalha dia e noite na identificação dos corpos que, em muitos casos, é feita pelo material genético, pelo exame de DNA. Com o estado avançado de decomposição das amostras encontradas, o trabalho é cada vez mais difícil.

“A qualidade do material ao longo do tempo ela tende a se perder, a qualidade para extração de DNA. Nós temos atualmente no IML e no instituto de criminalística dados da Polícia Civil, 115 casos em análise, não tem nenhum caso parado. O caso entra e já começa o processo de extração de DNA”, explicou o superintendente polícia técnico-científica, Thales Bittencourt de Barcelos.

Ana Paula Rocha, irmã de Luciano, também perdeu o marido na tragédia. Ela disse que nada vai apagar a dor da família. “Ah, não tem nem como falar, é uma dor que nada vai mudar. Pode amenizar, com o tempo amenizando, mas é um buraco que fica em nosso coração”, disse.

Multas Vale
Desde o rompimento da barragem, diversos órgãos ambientais multaram a Vale. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais emitiu oito multas contra a mineradora. Segundo a pasta, cinco delas, que somam mais de R$ 99 milhões, já foram pagas pela empresa.

O Ibama informou que aplicou cinco autos de infração contra a mineradora, no valor total de R$ 250 milhões e que ainda não foram pagos pela Vale. As prefeituras de Brumadinho e Juatuba também aplicaram multas contra a empresa, de R$ 100 e R$ 50 milhões, respectivamente, e que também não foram pagas.

Fonte: G1
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Trabalhadores se antecipam ao governo e costuram sua proposta de reforma sindical

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia,comandada pelo ex-deputado federal Rogério Marinho, já prepara propostas de reforma sindical e de nova reforma trabalhista. Incluiriam todas as mudanças que ficaram para trás na reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467/17), na Medida Provisória 873 (que caducou sem ser apreciada) e na MP 881 (a da Liberdade Econômica), que tentou impor uma nova reforma trabalhista.

Um Grupo de Altos Estudos do Trabalho (Gaet) foi instalado em 30 de agosto, com a participação de ministros, desembargadores e juízes. Será dividido em quatro grupos temáticos, coordenados pelo ministro do TST Ives Gandra Martins da Silva Filho. A ideia é “modernizar” ainda mais as relações trabalhistas e dar segurança jurídica às mudanças. A expectativa é que a proposta inclua o fim da unicidade sindical. A “O Estado de S.Paulo”, o ministério confidenciou que ela vai atualizar o segmento à “realidade do século 21”.

Sem esperar o que o Gaet vai propor para os sindicatos, um grupo de especialistas ligado à defesa dos interesses dos trabalhadores e do sindicalismo está costurando a apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) alternativa. É uma mudança de dentro para fora, ou seja, nascida dentro do próprio movimento sindical.

O grupo já manteve encontros com empresários, trabalhadores, presidentes de centrais sindicais e deputados federais. Há um enorme esforço para que a proposta ganhe apoio das mais diversas forças políticas e partidárias, incluindo não apenas a esquerda, mas também o centrão e até representantes da direita no Congresso. 

Um primeiro esboço da PEC já estaria pronto e circulando entre as partes interessadas, incluindo o Judiciário. O formato final deve estar concluído até outubro. A Mundo Sindical apurou que o eixo central da PEC carrega uma mudança de cultura no meio sindical. A atual estrutura sindical cederia lugar a um Conselho Nacional de Organização Sindical. A ideia inicial é que esse Conselho seja integrado por seis representantes dos trabalhadores e seis representantes de empresários, mas essa composição poderá mudar durante as negociações.

Caberia a esse Conselho cuidar dos mais diversos interesses e necessidades dos sindicatos,incluindo estatutos, eleições e todas as formas de regulamentação e representação dos trabalhadores. Para isso, a PEC poderá incluir uma mudança no artigo 8º da Constituição de 1988 – a expressão “é livre a associação profissional ou sindical” seria substituída por “é assegurada a plena liberdade sindical”, aceitando até mesmo alguma forma de pluralismo sindical, desde que respeitados parâmetros que evitem a multiplicação de sindicatos não representativos, prejudicando os interesses dos trabalhadores. Por exemplo, um sindicato de trabalhadores ou patronal somente poderia existir se representasse 50%, mais um, de determinada categoria local.

A PEC em construção também prevê um período de transição de 5 a 10 anos para a nova estrutura sindical. A exigência de representatividade seria de 10% no primeiro ano e iria crescendo atéatingir os 50% mais um ao final do período de transição.

A filosofia que está por trás do trabalho do grupo de especialistas é que se pode criar um novo movimento sindical no Brasil, adaptado a um país de dimensões continentais, totalmente desvinculado da administração pública - um sindicalismo livre, transparente e capaz de representar todas as regiões do país. Na opinião de Sergio Luiz Leite, Serginho, presidente daFEQUIMFAR (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), ouvido pela Mundo Sindical, “a situação nossa é tão ruim com o governo que se o governo fizer uma trégua conosco e disser ‘não vou te ajudar em nada, mas não vou te atrapalhar’, o governo teria dado um passo extraordinário na relação capital-trabalho.

”Há outro aspecto importante. Ao contrário do que ocorreu na tramitação e aprovação da reforma trabalhista de 2017, quando o movimento sindical confiou nas promessas do governo Temer de que haveria uma solução alternativa ao fim do imposto sindical, desta vez está sendo arquitetada com antecedência a reação ao que pode ser uma nova rasteira ao sindicalismo – sob a batuta do mesmo Rogério Marinho que foi o relator da reforma trabalhista.

Fonte: Mundo Sindical
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"O ABC da Indústria 4.0" debate nanotecnologia nesta terça 1º


Acontece nesta terça-feira (1º/10) a quarta etapa do ciclo de debates “O ABC da Indústria 4.0”, promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A atividade será realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Diadema, a partir das 17h.
Entre os debatedores estará o pesquisador Jorge Marques Pontes, da Fundacentro, órgão ligado ao Ministério da Economia que trata de segurança, saúde no trabalho e meio ambiente. Pontes é um dos responsáveis pelo projeto “Impactos da nanotecnologia e outras novas tecnologias na saúde dos trabalhadores e meio ambiente”, desenvolvido pela fundação. Também compõem a mesa o vice-presidente do Sindicato, Paulo José dos Santos, o Paulão, e Andressa Rodrigues da Paz, do DCE da Unifesp.
Cristina Neves, integrante do Coletivo de Políticas Industriais do Sindicato, ressalta que este é um tema relevante para trabalhadores de forma geral. “O processo de reestruturação com a Indústria 4.0 atinge todas as categorias. A nanotecnologia tem diversas aplicações, mas ainda há pouca clareza sobre os impactos na saúde de quem manuseia os produtos”.
Também integrante do Coletivo, Eric Alves destaca a importância da qualificação profissional. “A nanotecnologia inclui o desenvolvimento de materiais em escala atômica e molecular. Profissionais da área técnica terão muito espaço, mas o mesmo não ocorre com a área operacional, que pode sofrer reduções. Temos que discutir mecanismos para garantir os postos de trabalho”, alerta.
O Ciclo de debates "O ABC da Indústria 4.0" teve início em abril deste ano. O primeiro encontro debateu os conceitos do novo patamar tecnológico e seu impacto no mundo do trabalho. Os dois seguintes abordaram o papel da educação no desenvolvimento tecnológico e os desafios da inovação.
Assim como os anteriores, o evento desta terça é aberto a todos os interessados. Quem quiser pode mandar perguntas antecipadamente pelo WhatsApp (11) 9 7407-3791. A atividade terá transmissão ao vivo pelo Facebook do Sindicato (https://www.facebook.com/smabc/).
Serviço:
Ciclo de debates "O ABC da Indústria 4.0" - “Nanotecnologia: aplicações e perspectivas nas indústrias químicas e metalúrgicas”
Data: 1º de outubro de 2019 (terça-feira)
Hora: a partir das 17h
Local: Unifesp Diadema – Avenida Conceição 545, Centro
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