Saque de FGTS PIS-PASEP de pessoa morta não precisa de inventário



Os valores do FGTS e do PIS/Pasep de pessoa morta devem ser pagos aos dependentes ou sucessores por meio de simples pedido de alvará, não sendo necessária a abertura de inventário ou arrolamento ― condições para a incidência de imposto de transmissão causa mortis. Este foi o entendimento da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul ao negar, por unanimidade, o provimento ao recurso do estado contra decisão do juízo da Vara de Sucessões de Campo Grande em favor de uma beneficiária.
O processo em questão tratava da hipótese de incidência do imposto de tranmissão sobre o saque do FGTS e PIS/Pasep. O juiz de primeira instância decidiu conforme o artigo 1º da Lei 6.858/80, que prevê que as verbas podem ser pagas aos beneficiários por meio de um simples pedido de alvará.
Em regra, com a morte de uma pessoa, é necessária a abertura de inventário a fim de relacionarem-se todos os bens pertencentes ao falecido. Entretanto, o artigo 1.037 do Código de Processo Civil abre a possibilidade de não ser necessária a abertura de inventário ou arrolamento de bens quando tratar-se de pagamento de valores previstos na Lei 6.858/80 e não recebidos em vida pela pessoa que morreu ― como é o caso do FGTS e do PIS/Pasep.
A 3ª Câmara observou que o pagamento direto dos valores em questão é estabelecido pelo Decreto 85.845/81 ― "que dispõe sobre o pagamento, aos dependentes ou sucessores, de valores não recebidos em vida pelos respectivos titulares". O relator, desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, apontou ainda que a Lei 8.036/90 que dispõe sobre o FGTS, estabelece que a conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada pelos que terão direito à verba, em caso de falecimento do titular. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MS.
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Norma que condiciona recebimento do seguro-desemprego a aulas de qualificação está em vigor



Mais de 900 mil trabalhadores que vão solicitar o seguro-desemprego neste ano terão de passar por cursos de qualificação para conseguir o benefício. De acordo com o MTE (Ministério do Trabalho), o percentual de segurados potencialmente reincidentes é de 11,39%.

Há sete meses em vigor, uma norma do governo obriga o trabalhador que solicitar o seguro pela terceira vez no período de dez anos a  se matricular em curso de qualificação profissional, com carga horária mínima de 160 horas. Caso contrário, o benefício pode até ser cancelado.

Nesse período, os postos públicos de emprego do estado (247 PATs, 20 CATs, 10 Ceats e 4 CSTs) matricularam mais de 8,5 mil trabalhadores em cursos de qualificação. Segundo a Secretaria Estadual do Emprego, no ano passado foram 10.955 pré-matrículas com 7.675 efetivações. Neste ano, até o dia 20 de fevereiro, foram 2.469 pré-matrículas, com 890 efetivações.

Uma das explicações para as não efetivações das matriculas de uma vaga de emprego.

O decreto que condiciona o pagamento do seguro-desemprego à participação em cursos entrou em vigor em 10 de julho de 2012. A medida faz parte da lei publicada em outubro de 2011 que instituiu o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). As vagas são oferecidas pelo Ministério da Educação.

Só está livre da exigência quem mora onde não há oferta de aula compatível com seu perfil profissional ou apresentar comprovante de matrícula e frequência em outro curso de formação.
Uma das explicações para as não efetivações das matriculas de uma vaga de emprego.
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Petrobras confirma abertura de licitação para planta de amônia




Fonte: Gisele Barcelos/Jornal da Manhã

Petrobras confirma abertura de nova licitação para construção da fábrica de amônia em Uberaba. O processo licitatório é na modalidade carta-convite e já foi iniciado pela estatal, segundo posicionamento oficial encaminhado pela assessoria de imprensa da petrolífera.

Em nota, a Petrobras comunicou somente que o novo processo licitatório já teve início com o envio da carta-convite a empresas para contratação de bens e serviços necessários à implantação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V (UFN 5). O texto continua informando que as empresas convidadas têm agora prazo até o fim de julho para apresentar as propostas à estatal.
A carta-convite substitui o lançamento do edital de licitação. A Petrobras não revelou quantas cartas-convite foram enviadas ou mesmo o valor geral da licitação. Entretanto, como adiantou o prefeito Paulo Piau (PMDB), a concorrência envolverá também empresas internacionais.

A prioridade do prefeito agora é articular reunião em conjunto com o prefeito de Uberlândia, Gilmar machado (PT), na Petrobras. Além de encontro com a diretoria de Petróleo e Gás da estatal, o peemedebista quer audiência com a presidenta Graça Foster para discutir o prazo para a entrada em funcionamento da fábrica, pois já é esperada postergação do empreendimento por causa das dificuldades financeiras enfrentadas pela petrolífera. De acordo com o prefeito, existe a possibilidade de consolidar o projeto apenas depois de 2016.

Entenda. A concorrência pública aberta no ano passado para contratar a empresa responsável pela construção das obras físicas da UFN 5 fracassou devido aos preços apresentados pelas empresas interessadas na obra, pois os valores estavam muito acima do previsto pela Petrobras. O investimento inicial era de R$2 bilhões, porém à época foi anunciada a redução para R$1,7 bilhão.
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Lucro líquido da Mosaic sobe 0,8% no 2º trimestre fiscal



A desaceleração nas vendas de fertilizantes para a Ásia pesou sobre os resultados da americana Mosaic no segundo trimestre fiscal, embora o lucro tenha registrado leve alta.
Com base no Estado americano de Minnesota, e uma das maiores produtoras de potássio e de fertilizantes fosfatados, a Mosaic teve um lucro operacional 30% menor. A queda foi devido à redução dos preços e volumes comercializados de fosfato, segundo a empresa. Já o lucro líquido subiu 0,8% e totalizou US$ 628,8 milhões (US$ 1,47 por ação) graças a um benefício de imposto de renda de US$ 0,42 por ação. Os resultados superaram as expectativas dos analistas.
No último trimestre, as vendas líquidas de fosfato — a maior fonte de receita para a companhia— recuaram 19% para US$ 1,8 bilhão. A receita com as vendas líquidas do segmento de potássio caiu 7%, para US$ 780 milhões, enquanto o volume de vendas teve queda de 17%.
Mesmo em meio à forte demanda, o mercado de fertilizantes esteve sob pressão nos últimos meses, por meio de prolongamento de contratos com compradores da Índia e China, que insistiram em preços baixos. Embora a China recentemente concordou em firmar um novo contrato de potássio, o CEO da Mosaic, Jim Prokopanko, disse que isso deverá renovar o mercado, mas que os desafios continuam.
A empresa reduziu sua previsão de embarques globais de potássio de 57 milhões para 55 milhões de toneladas para 2013, abaixo de uma estimativa de 58 milhões a 60 milhões de toneladas. A Mosaic também cortou as projeções de embarques de fosfato de 65 milhões para 63 milhões de toneladas, um milhão de toneladas a menos. Em novembro, a companhia havia reduzido as estimativas para as vendas de potássio e fosfato no segundo trimestre fiscal, apontando para uma demanda mais fraca.
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STIQUIFAR aciona Vale Fertilizantes no Ministério Público do Trabalho




O  Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar)  protocolou no Ministério Público do Trabalho uma denúncia contra a Vale Fertilizantes no dia 18 de fevereiro. No documento, o sindicato aciona a multinacional para que ela cumpra integralmente as normas de segurança, saúde e meio ambiente já discutido anteriormente juntamente com o MPT.
A denúncia relata problemas estruturais e de segurança que a empresa no decorrer do ano de 2012 ainda não havia solucionado, apesar dos esforços do sindicato  em discutir com a VALE tais ocorrências que compromete sobremaneira as ações a serem desenvolvidas  na proteção da saúde e segurança  dos trabalhares .  No setor de amônia da empresa, as chamadas PCV  3301 A e B  (VÁLVULAS DE SEGURANÇA) estão inoperantes. Estas válvulas dão o sinal de alerta dentro da cadeia produtiva, mostrando a seu operador os riscos para que não haja abertura  de outra válvula importante, a PSV. Caso esse sistema não funcione corretamente as consequências são de grandes proporções, com o vazamento de amônia colocando em risco todos os trabalhadores do em torno do DI-III, a alimentação está em péssimas condições, fazendo com que trabalhadores levem suas refeições de casa.
Consta ainda denúncia no setor de “Fusão” da Unidade em Uberaba onde está ocorrendo há meses retorno de esgoto na sala de operação, e dos 03 banheiros existentes, em tal  setor somente um  sanitário funciona para atender todos os trabalhadores.  Os Totalizadores de Fluxo, que controlam a produção encontram-se também inoperantes, Laboratório e Fosfórico encontram-se sem ar- condicionados em total desacordo com normas da ISO, que exige nestes ambientes temperaturas  de 25  e 30  graus .
A ação relata ainda em suas páginas alguns problemas no setor de RH, excessos na jornada de trabalho decorrente da falta de contratação de mão de obra, treinamentos de forma sistemática nos períodos de folgas dos empregados, além da falta de segurança em atividades de espaço confinado, como solda e medição de gás.
Ficou constatada ainda a falta de iluminação, caneletas sem proteção e que vários locais da empresa estão com "buracos" no asfalto e poças permanentes de águas remanescentes do processo de industrialização (ácidas) e pluvial, gerando mais uma vez riscos a saúde do trabalhador.
“Tal situação está instalada há algum tempo, as primeiras denúncias foram feitas ao MPT em 2010 e tal situação persiste apesar dos esforços do sindicato em resolver estes problemas junto à administração da VALE ou por meio judicial.” alerta  a presidente do STIQUIFAR Maria das Graças Carriconde.
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Liminar obriga Vale Fertilizantes a regularizar meio ambiente de trabalho em Cubatão/SP



 A empresa Vale Fertilizantes Cubatão, localizada na cidade de Cubatão, foi condenada pela Justiça do Trabalho de Santos a cumprir as determinações relativas à segurança dos trabalhadores, solicitadas em ação civil pública ajuizada pelo procurador do Trabalho Rodrigo Lestrade Pedroso.

A juíza da 2ª Vara do Trabalho de Cubatão concedeu tutela antecipada e determinou que a empresa tome providências imediatas para assegurar um ambiente de trabalho sem riscos para os trabalhadores, como a obrigação do uso do equipamento de segurança individual por todos os trabalhadores, terceirizados ou avulsos, instalação de sistema de segurança que permita a transição do trabalhador entre caminhão e escada, além da manutenção de todos os equipamentos.
A ACP foi proposta após constatação de denúncia que chegou ao MPT a respeito de acidente que feriu dois trabalhadores, causado por omissão da empresa às regras de segurança do trabalhador.

O MPT determinou que a Vale Fertilizantes realizasse modificações no meio ambiente de trabalho a fim de garantir mais segurança e evitar novos acidentes. Entre as obrigações, o MPT exigiu que todo o equipamento de proteção individual fosse trocado ou recebesse manutenção adequada, assim como outros equipamentos e ferramentas de trabalho, além de implantar um programa de treinamento para todos os trabalhadores.
Mesmo após decorridos alguns meses da ocorrência do acidente, o MPT constatou em diligência que, apesar de a empresa alegar haver adotado uma série de medidas para evitar a ocorrência de novos acidentes, ainda havia equipamentos de segurança corroídos pela ferrugem e outros com defeitos graves que inutilizavam seu uso. Diante do fato, o MPT tentou negociar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que a Vale Fertilizantes se comprometesse a resolver todas as pendências e necessidades para garantir um meio ambiente de trabalho de qualidade. A empresa, porém, se negou ao acordo.
Com a decisão, a Vale Fertilizantes fica obrigada judicialmente a regularizar seu ambiente de trabalho sob pena de multa di ária no valor de R$300,00 (trezentos reais), que será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O MPT pede ainda indenização de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) por danos morais coletivos. O pedido ainda não foi julgado.

Fonte: Vale News
 
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Lucro líquido da Yara cai 36% no 4º tri de 2012



A empresa norueguesa anunciou  lucro líquido de 2,17 bilhões de coroas norueguesas (US$ 394 milhões) no quarto trimestre de 2012
 Yara: o lucro antes de juros e impostos (Ebit) totalizou 2,73 bilhões de coroas no quarto trimestre do ano passado A fabricante de fertilizantes norueguesa Yara International anunciou na segunda-feira (11) lucro líquido de 2,17 bilhões de coroas norueguesas (US$ 394 milhões) no quarto trimestre de 2012, queda de 36% ante os 3,39 bilhões de coroas obtidos em igual período do ano anterior (US$ 1 = 5,47040 coroas).
A receita e outros rendimentos da Yara alcançaram 20,97 bilhões de coroas, acima dos 20,73 bilhões de coroas obtidos no quarto trimestre de 2011.
O lucro antes de juros e impostos (Ebit) totalizou 2,73 bilhões de coroas no quarto trimestre do ano passado, abaixo dos 4,18 bilhões de coroas registrados um ano atrás.
As entregas de fertilizantes produzidos pela Yara aumentaram 16% no último trimestre de 2012 ante igual período de 2011. As vendas de fertilizantes de ureia cresceram 52%, principalmente devido ao avanço da comercialização de ureia Qafco na América do Norte e no Brasil.
As vendas de fertilizantes NPK subiram 12%. Já as vendas de fertilizantes de nitrato aumentaram 25%.
"Os preços firmes dos grãos seguem sustentando a demanda global por nitrogênio, absorvendo até um forte aumento da oferta chinesa. Este crescimento da demanda é oportuno e necessário para evitar uma queda ainda maior dos estoques globais de grãos", disse o diretor-executivo da Yara, Jorgen Ole Haslestad.



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