Vale diz que 33 de 104 barragens têm declaração de estabilidade negativa




A mineradora Vale informou nesta quinta-feira que o sistema de monitoramento de barragens da companhia fez avaliação sobre 104 estruturas geotécnicas em suas unidades operacionais pelo Brasil, o que resultou na emissão de 71 declarações de condições de estabilidade (DCEs) positivas e 33 negativas.


O movimento ocorre devido a uma regulamentação da Agência Nacional de Mineração (ANM) que prevê obrigação de envio por empresas do setor a cada semestre de informações sobre as barragens, incluindo declarações de estabilidade. 


A regra surgiu como uma das consequências do rompimento, em 2015, de uma barragem em Mariana (MG) operada pela Samarco, joint venture entre Vale e a anglo-australiana BHP. O incidente deixou 19 mortos e foi considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.


A ANM disse, em nota em separado, que um total de 45 estruturas de mineração no Brasil tiveram declarações negativas e precisarão ficar interditadas, incluindo de outras empresas além da Vale. "Dessas barragens, 36 já estavam paralisadas desde março e outras nove foram impedidas de operar agora", afirmou.


 A Vale disse que, das 33 de suas estruturas que não tiveram emissão de DCEs positivas, 32 são estruturas geotécnicas das unidades operacionais de Minerais Ferrosos e uma é de Metais Básicos. Segundo a Vale, dessas barragens sem DCEs positivas, nove são de rejeitos e sedimentos, nas quais populações próximas já foram retiradas das chamadas Zonas de Altossalvamento (ZAS).


Essas unidades estão nos níveis 2 ou 3 de emergência em uma escala de alertas em que o terceiro patamar significa risco iminente ou ruptura já ocorrendo. Outra barragem, de Xingu, teve nível de emergência elevado de 1 para 2 em 29 de setembro, sendo também reclassificada como barragem de rejeitos com método de alteamento a montante-- antes, ela havia sido classificada como empilhamento drenado. 


No método de construção a montante, as paredes da barragem são construídas sobre uma base de resíduos, em vez de material externo ou em terra firme. Essa técnica foi usada tanto em uma barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho (MG) no ano passado, quanto na unidade da Samarco que entrou em colapso 2015.


A Vale disse que, das outras 23 estruturas sem DCEs positivas, 15 foram mantidas como nível de emergência nível 1, que não exige retirada de moradores próximos. Uma delas, a barragem VI, teve DCE positiva e está "em processo de formalização de redução do nível de emergência", apontou a empresa. 


Por outro lado, a barragem Itabiruçu tem DCE positiva, mas permanece em nível de emergência 1. A Declaração de Condição de Estabilidade é elaborada pelas mineradoras e precisa ser enviada à ANM duas vezes ao ano, em março e setembro. 


Na primeira etapa, o próprio empreendedor pode atestar a estabilidade, com contratação opcional de consultor externo. Na segunda entrega, a avaliação deve obrigatoriamente ser feita por consultoria externa, explicou a agência.


MELHORIAS 

A Vale defendeu que "tem adotado diversas medidas para a melhoria das condições de segurança de suas estruturas", de acordo com o comunicado desta quinta-feira. 


A companhia informou que esses esforços envolvem a construção de estruturas de contenção a jusante em barragens em nível 3 de emergência, com uma obra dessas já concluída em março para a barragem Sul Superior. 


Uma primeira fase de contenções similares também já foi concluída nas barragens B3/B4, Forquilhas I, II e III e Grupo, segundo a empresa. Uma segunda fase dos trabalhos nessas estruturas "está em andamento e tem previsão de conclusão para o quarto trimestre de 2020 (B3/B4) e segundo trimestre de 2021.


Fonte: UOL




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FMC anuncia novas contratações nas áreas de Marketing e Plant Health



A FMC, empresa de ciências para agricultura comprometida em trazer inovação para o campo, anuncia três novas contratações para integrar o time de gerentes da companhia e fortalecer a aproximação com os clientes. Sergio Catalano assume a posição de Gerente de Portfolio de Inseticidas (químicos e biológicos), Paulo Queiroz chega como Gerente de Portfólio de Fungicidas e Herbicidas, e Claudio Oliveira é o Gerente Comercial de Plant Health Brasil - soluções biológicas, tratamento de sementes e micronutrientes.

“Estamos confiantes que as contratações permitirão promover maior aproximação com nossos clientes para entender suas necessidades e oferecer soluções cada vez mais inovadoras para o campo. Ao longo dos anos temos cultivado relações duradouras e colocamos suas necessidades no centro de tudo o que fazemos. Por isso, acreditamos que esse reforço no time vai permitir maior alinhamento dos negócios e fortalecerá a sinergia entre as áreas, resultando em tecnologias eficientes e sustentáveis para o produtor rural”, explica a Diretora de Marketing da FMC, Daniela Tavares.

A FMC é uma empresa voltada à inovação e comprometida com a descoberta de novos princípios ativos. Na área de biológicos, a companhia é pioneira no segmento no Brasil, sendo que nos últimos cinco disponibilizou diversas ferramentas de controle de baixo impacto ambiental. Com isso, a nova contratação para Plant Health deve reforçar esse compromisso no investimento em descoberta e desenvolvimento de proteção biológica para diversos cultivos.

Claudio é engenheiro agrônomo formado pela UNESP/Botucatu, com MBA em Gestão Empresarial e Pós-graduação em Proteção Vegetal, desenvolveu sua carreira em empresas nos mercados de agroquímicos e sementes com larga experiência no setor. Por mais de 25 anos atuou em diferentes cargos de Pesquisa & Desenvolvimento e Marketing Estratégico em agroquímicas, gerenciando projetos técnicos e comerciais relacionados aos principais segmentos do setor como fungicidas, herbicidas, inseticidas, tratamento de sementes e biológicos.

Já para área de inseticidas (químicos e biológicos), o novo gerente também é engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP e com pós graduação em marketing pelo Insper. Sergio possui mais de 20 anos de experiência no agronegócio, tendo atuado em empresas renomadas do setor agroquímico com ênfase em gestão de portfólio em diversos segmentos de defensivos, sementes e biotecnologia.

E para reforçar o portfólio de fungicidas e herbicidas, Paulo Queiroz agrega com a experiência de mais de 25 anos na indústria química em funções comerciais, de desenvolvimento de mercado, marketing de produtos e de cultivos em âmbito nacional, global e América Latina. Queiroz é engenheiro agrônomo formado pela ESALQ-USP, com especialização em Marketing Estratégico pela FGV/SP, tendo atuado na liderança de equipes de marketing de cultivos e produtos.

Sobre a FMC

A FMC Corporation, uma companhia de ciências para agricultura, fornece soluções inovadoras para produtores de todo o mundo com um portfólio de produtos robusto, impulsionado por uma descoberta orientada para o mercado e desenvolvimento em proteção de cultivos e manejo de pragas e doenças nas principais culturas. Essa poderosa combinação de tecnologias avançadas inclui a liderança no mercado de controle de insetos, além de contar com soluções como herbicidas, fungicidas e biológicos. A FMC Corporation emprega aproximadamente 6.500 funcionários em todo o mundo.


Fonte: https://www.segs.com.br/mais/agro

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13° salário do trabalhador ganha novas regras durante a pandemia



Alterações nos contratos de trabalho poderão afetar o valor do seu décimo terceiro salário. Se você está entre os brasileiros que sofreu modificações em sua jornada de trabalho ou teve seu vínculo rompido temporariamente, fique atento. Por ser um benefício calculado pelo tempo de serviço, provavelmente seu 13° salário será modificado ou até mesmo suspenso.


Mediante a validação da MP 936 (convertida na Lei 14.020), pelo governo federal, permitindo a redução de jornada e salário dos trabalhadores, muita gente terá o benefício do 13º salário reduzido.


Isso porque, de acordo com a lei de sua concessão, o cálculo para a definição da quantia a ser paga leva em consideração o tempo de atividade comprovada.


Desse modo, mesmo que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda seja segurado pelo governo, seu texto não mencionou uma garantia para o décimo terceiro, fazendo com que o mesmo fique sujeito a cortes a depender do tipo de modificação feita em contrato.


Suspensão temporária do contrato
Para aqueles que tiveram o contrato suspenso por até 180 dias, o benefício não será totalmente cancelado. No entanto, seu valor será reduzido ao equivalente de seis meses, tempo de trabalho prestado.


Fonte: Mediante a validação da MP 936 (convertida na Lei 14.020), pelo governo federal, permitindo a redução de jornada e salário dos trabalhadores, muita gente terá o benefício do 13º salário reduzido.

Isso porque, de acordo com a lei de sua concessão, o cálculo para a definição da quantia a ser paga leva em consideração o tempo de atividade comprovada.

Desse modo, mesmo que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda seja segurado pelo governo, seu texto não mencionou uma garantia para o décimo terceiro, fazendo com que o mesmo fique sujeito a cortes a depender do tipo de modificação feita em contrato.

Suspensão temporária do contrato
Para aqueles que tiveram o contrato suspenso por até 180 dias, o benefício não será totalmente cancelado. No entanto, seu valor será reduzido ao equivalente de seis meses, tempo de trabalho prestado.



Fonte: https://fdr.com.br/

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Pesquisa vai monitorar Covid-19 entre trabalhadores de várias categorias



 A ideia é propiciar através desta pesquisa uma base de dados para a monitorar o contágio pela doença entre os trabalhadores de várias categorias.



No dia 28 de setembro, a convite do Sintracon-SP e Força Sindical, João Scaboli, diretor do departamento de saúde do trabalhador da FEQUIMFAR, secretário adjunto da Força Sindical e diretor do DIESAT, participou de reunião referente a uma pareceria em pesquisa sobre Covid-19. 

Também estiveram presentes João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário geral da Força Sindical, e Antonio de Souza Ramalho, presidente do Sintracon-SP.
 
A ideia é que esta pesquisa propicie uma base de dados para a monitoração do contágio pela doença entre os trabalhadores de várias categorias.
 
O Sintracon-SP já está desenvolvendo esse projeto nos canteiros de obras, assim como os Metalúrgicos de Osasco. Colaborando com o desenvolvimento e elaboração da pesquisa estão os companheiros Dr. Kal, da Secretária do Ministério do Trabalho, e o professor Idelberto Muniz, Pará, da UNESP de Botucatu.


Fonte: Força Sindical 


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Pela segunda vez, Petrobras quer vender fábrica de fertilizantes de Araucária




A Petrobras anunciou que pretende vender, até o fim de outubro, a fábrica de fertilizantes de sua subsidiária Araucária Nitrogenados (ANSA), na Região Metropolitana de Curitiba.

Esta é segunda vez que a estatal tenta vender a unidade. A Petrobras afirma que está tendo prejuízos com a fábrica de fertilizantes e, por isso, decidiu pela venda.

fábrica está hibernada desde janeiro deste ano, quando a Petrobras decidiu interromper o funcionamento do local e demitir 396 empregados da unidade.

A decisão sobre a hibernação da unidade, que consistiu na interrupção da produção, se deu após o encerramento das tentativas de venda do ativo por mais de 2 anos.

No início de 2018, a Petrobras decidiu hibernar também duas deficitárias fábricas de fertilizantes no Sergipe (Fafen-SE) e na Bahia (Fafen-BA).

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Deputados pedem ao MPMG investigação sobre repasses de taxa de fiscalização da mineração


mineração de nióbio em Araxá (MG)

O deputado federal Rogério Correia (PT) e a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) entraram com uma representação no Ministério Público de Minas Gerais para pedir que sejam investigadas possíveis irregularidades nos repasses da Taxa de Fiscalização de Mineração (TFRM) ao Sistema Estadual do Meio Ambiente.


Na representação, os deputados citam reportagem do G1 do dia 23 de setembro, que revelou que, no ano do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, que resultou na morte de 270 pessoas, o governo de Minas arrecadou R$ 319 milhões da TFRM. O valor deveria ser repassado integralmente para as atividades de fiscalização. Mas, conforme relatório do Ministério Público de Contas, apenas 38% deste valor foi destinado à pasta.


A destinação deste recurso está prevista na Lei 22.796/17, criada pela Comissão Extraordinária das Barragens logo após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. O deputado Rogério Correia era o relator da comissão.


A maior tragédia ambiental do país matou 19 pessoas, devastou distritos e percorreu o Rio Doce até a foz, no Espírito Santo.


No documento, os deputados afirmam que a lei não tem brechas para diferentes interpretações e que, comprovado o descumprimento por parte do governo, o gestor deve responder por crime de responsabilidade. E finalizam pedindo que sejam aplicadas, aos responsáveis, "as penalidades previstas nas esferas administrativa, cível e penal”.


O G1 entrou em contato com o Ministério Público para saber sobre o andamento das apurações, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.O governo de Minas também foi procurado para falar sobre a representação, mas ainda não se posicionou. Quando a reportagem do G1 foi publicada em 23 de setembro, foi emitida a nota abaixo:



"A Secretaria de Fazenda informa que ainda que os valores empenhados pelos órgãos e entidades do SISEMA estejam menores do que os valores efetivamente arrecadados e vinculados, os recursos não utilizados dentro do exercício financeiro em que são arrecadados permanecem legalmente atrelados a essas unidades, não tendo sido utilizados em nenhum outro órgão. Seguindo estritamente o que é determinado pela Lei 4.320/64, os recursos permanecem vinculados a essas entidades e serão utilizados em exercício futuros, mediante suplementação por superávit financeiro".


Fonte: G1 
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Bolsonaro sanciona lei que muda regras de controle de barragens



O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira, 30, o projeto que muda as regras de controle de barragens e estipula, em até R$ 1 bilhão, o valor da multa para empresas que descumprirem normas de segurança.

A sanção foi divulgada pelo Palácio do Planalto, e a lei deve ser publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 1º. Segundo o governo, Bolsonaro “decidiu vetar alguns dispositivos” que haviam sido aprovados no Congresso.

O presidente vetou, por exemplo, a destinação das multas por infração administrativa à melhoria de ações dos órgãos de fiscalização. Segundo o parecer técnico que embasou o veto, o projeto de lei estabelecia vinculação de receita sem indicar uma cláusula de vigência, o que afronta a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).


Foto: https://www.istoedinheiro.com.br/

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