Consumidores inadimplentes podem negociar dívidas em serviço online

Os consumidores que estão com as dívidas atrasadas e querem regularizar a situação antes das festas do fim de ano poderão se cadastrar, a partir desta terça-feira (3), na página do Serasa Experian para participar de um serviço gratuito que vai facilitar as renegociações dos débitos em aberto. O prazo para os cadastros é até o próximo sábado (14).
O ‘Limpa Nome Online’ tem o objetivo de ajudar os consumidores a renegociarem suas dívidas diretamente com as empresas. Durante o “Super Feirão”, empresas de diferentes setores oferecerão descontos especiais para seus clientes que estejam com o nome no vermelho por causa de contas atrasadas.
Após realizar o cadastro no site, o consumidor será encaminhado para uma página onde estarão listadas todas as empresas com as quais ele possui alguma dívida pendente e que consta na base de dados da Serasa.
Fonte: O Tempo
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Prevenção é o melhor remédio

“Cuidar da saúde também é coisa de homem!” É com esse lema que a campanha Novembro Azul tem abordado importância da prevenção contra o câncer de próstata.

Por meio do diagnóstico precoce, homens entre 45 e 50 anos, podem ter suas vidas salvas. A procura por um médico especialista é de extrema importância para que exames anuais de dosagem do PSA e toque retal possam ser realizados.

Entretanto, muitos homens tem resistencia em ir ao médico. Por isso, muitos deixam ou demorarm a procurar essa ajuda tão eficaz. Segundo o oncologista Ricardo Caponero, “quanto mais cedo acontecer o diagnóstico, maiores são as chances de cura”.

Considerada uma doença silenciosa, normalmente o câncer de próstata não apresenta sintomas e tem como característica uma evolução lenta. No momento em que os sintomas aparecem é sinal que a doença está em estágio avançado. Fato que diminui consideravelmente as chances de cura.

Por isso, os cuidados com a saúde e, consequentemente, a prevenção são tão medidas que podem evitar os riscos de morte. Dessa forma, Ricardo Caponero ressalta que cuidar da saúde é essencial para uma vida saudável. “Fazer uma visita anual ao médico, até para fazer acompanhamento, tirar dúvidas, saber que exames devem ser feitos é muito importante”, conclui.






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Fórum dos Trabalhadores de Uberaba convoca plenária

Todos nós estamos acompanhando nos últimos dias a sistemática ofensiva dos setores conservadores patronais por meio de seus representantes no Congresso Nacional, suas Federações e Confederações. Várias ações visam exclusivamente prejudicar e atacar direitos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.

O mais grave ataque está sendo realizado contra as organizações sindicais. Por meio de uma Comissão Especial, criada no CN para este fim, querem impor, tendo como “tema de fachada” o debate do financiamento das entidades sindicais, o fim da contribuição sindical, a ratificação da súmula contra as contribuições assistenciais, negociais e confederativas e, mais gravemente, defendem acordos em que o negociado sobrepõem ao legislado.

Além desta pauta regressiva específica, ainda temos outras que afetam nossa atuação representativa tais como: PL 4330 da terceirização que agora tramita no Senado como PLC 030/2015 que dispõe sobre os contratos de terceirização e as relações de trabalho deles decorrentes; a revogação do Estatuto do Desarmamento, permitindo inclusive que parlamentares possam usar armas livremente; aprovação do estatuto da família; ausência de regulação na democratização das comunicações; demarcação das terras indígenas submetidas ao CN entre outras.

Neste sentido, o Fórum dos Trabalhadores de Uberaba convoca plenária ampliada para debater as seguintes pautas:
  1. Formação do Conselho editorial do Jornal Forum Popular, quinzenal que circulará a partir do dia 30 de novembro, sob a responsabilidade e coordenação de todos os sindicatos que compõem o FTU;
  2. Coalizão pela Reforma Política Democrática – questão local: “Campanha pelo aumento de cadeiras na Câmara Municipal” -
  3. Informes
  4. Encaminhamentos. 


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Cobap se alia a banqueiros e ajuda aumentar taxa de juros de empréstimo para aposentados e pensionistas

Como diz o ditado popular: “o que é ruim, às vezes pode ficar pior”. Isto aconteceu na última reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, na quinta-feira (29), quando o governo decidiu reajustar as taxas para as linhas de empréstimo pessoal e de cartão crédito com desconto em folha para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Segundo o secretário-geral do Sindiquímicos Guarulhos e secretário de Asssuntos Previdenciários da CNTQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico), Antonio Cortez Morais, o fiel da balança foi a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos).
“A bancada dos trabalhadores, composta pelas centrais sindicais e sindicato dos aposentados da Força Sindical e CUT, votou contra a proposta apresentada pela Associação Brasileira de Bancos. Infelizmente a Cobap uniu forças com os banqueiros e ajudou a tirar mais dinheiro do bolso do aposentado e pensionista”, criticou.
Cortez explica que inicialmente a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apresentou proposta de subir as taxas de juros do empréstimo consignado de 2,14% para 2,48% ao mês e no cartão consignado de 3,06% para 3,49%. Os banqueiros argumentaram que o reajuste era para evitar a redução da oferta de crédito consignado INSS e impedir a migração da oferta de crédito aos aposentados para outras linhas com taxas onerosas.
Na avaliação de Cortez, a Cobap poderia ter ficado ao lado dos trabalhadores e impedido que mais dinheiro entrasse nos cofres dos banqueiros. “Quando o governo e os banqueiros perceberam que a proposta inicial de subir para 2,48% os juros para o empréstimo consignado e 3,49% no cartão consignado, poderia cair, colocaram a Cobap na roda e ela acabou fazendo o jogo que eles desejavam. O aumento se manteve, saindo de 2,14% para 2,34% (empréstimo consignado) e de 3,06% para 3,36% (cartão de crédito)”, descreveu.
O presidente da Cobap, Warley Martins Gonçalles, argumentou dizendo que a entidade esteve sempre ao lado dos aposentados e pensionistas. “Somos contra algo que prejudique os aposentados. Infelizmente nos foi apresentada inicialmente uma proposta de reajuste para 2,63% no empréstimo consignado (no documento da Federação Brasileira de Bancos e Associação Brasileira de Bancos o percentual inicial correto é de 2,48%). Seriamos derrotados, ai concordamos em fechar questão no percentual de 2,34% (crédito consignado) e 3,36% (cartão de crédito)”, disse.
Fonte: CNTQ
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Finalmente a OJ 419 do TST não causará mais prejuízos aos trabalhadores nas Destilarias e Usinas

Quando a OJ 419, do TST, foi publicada no Diário da Justiça dos dias 28 e 29 de junho e 2 de julho de 2012, iniciou-se uma confusão geral, pois, com base no seu texto, Sindicatos Rurais de todo o Brasil passaram a ajuizar ações contra  Destilarias e Usinas objetivando desenquadrar trabalhadores que eram representados por Sindicatos do Álcool Etanol e Sindicatos da Alimentação para Sindicatos de Trabalhadores Rurais. A OJ enquadrou trabalhadores como rurícolas tão somente para efeito de prescrição tão somente, mas alguns juízes levaram o texto da OJ ao pé da letra e começaram a decidir favorecendo o enquadramento rural. Estava feita a celeuma. A CNTQ, FEQUIMFAR e o Sindicato dos Trabalhadores na Fabricação do Álcool de Ribeirão Preto, conjuntamente, obtiveram êxito em grau de Recurso numa ação declaratória promovida pelo Sindicato Rural de Morro Agudo, onde a Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas – TRT 15ª Região, entendeu que a OJ 419 do TST não poderia “desenquadrar” trabalhadores e que os Sindicatos representam os trabalhadores que estão no seu registro sindical e estatuto social. Foi uma decisão inédita no País e que acabou por cria um importante precedente. A par disso, diretores sindicais da Fequimfar, liderados pelo Presidente da FEQUIMFAR, o Serginho, e da CNTQ, liderados pelo Presidente Silvan, fizeram várias reuniões no TRT 15, TST e CNI para tratar do problema, relatando a todos os sérios problemas que a interpretação errônea do texto da OJ vinha causando em MS, MT, GO e SP, pois alguns juízes estavam transformando trabalhadores mecânicos, técnicos químicos, operadores de caldeira, etc em trabalhadores rurais, com reflexos em piso salarial e precarização de direitos e conquistas de vários anos. Diante da pressão e do contexto jurídico iniciado na Ação que tramitou no TRT Campinas, o TST decidiu colocar em pauta no dia 27 de outubro de 2015, a questão relativa ao cancelamento da OJ e o Pleno decidiu, agora de uma vez por todas, cancelando a OJ 419. Mais uma vitória da classe trabalhadora, que demonstrou união num tema que afligia milhares de trabalhadores. Agora é vigiar para que alguns processos em andamento nos Estados tenham um resultado que não seja prejudicial aos trabalhadores nas Usinas e Destilarias. Veja abaixo o texto da OJ que foi objeto de debate.
“OJ 419.ENQUADRAMENTO. EMPREGADO QUE EXERCE ATIVIDADE EM EMPRESA AGROINDUSTRIAL. DEFINIÇÃO PELA ATIVIDADE PREPONDERANTE DA EMPRESA. (DEJT divulgado em 28 e 29.06.2012 e 02.07.2012) – Considera-se rurícola empregado que, a despeito da atividade exercida, presta serviços a empregador agroindustrial (art. 3º, § 1º, da Lei nº 5.889, de 08.06.1973), visto que, neste caso, é a atividade preponderante da empresa que determina o enquadramento.”

Fonte: CNTQ
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‘Há uma crise ética, mas instituições cumprem seu papel’

Dois dias depois de se ver obrigado a demitir o Comandante Militar do Sul, general quatro estrelas Antonio Hamilton Martins Mourão, e transferi-lo para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília, por conta de declarações de cunho político nas quais pregou o “despertar de uma luta patriótica” e disse também que “a vantagem da mudança (da presidente da República) seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”, o Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, concedeu entrevista ao Estado na qual avisou que quem fala pela Força é ele. Mas defendeu que “militar pode falar” e “tem de falar”, ressalvando, no entanto que “cada um na sua esfera de atribuição”. O general advertiu que “em questões institucionais, quem se manifesta é o comandante”.
O general Villas Bôas reconheceu que “há uma crise ética no País” embora ressalve que a chegada do PT ao poder “não tem responsabilidade nisso”. Disse também que “a corrupção está instalada no Brasil”, mas ressaltou que todas as instituições estão em pleno funcionamento e que “não há chance” de intervenção politica dos militares. Ao falar da crise econômica citou que ela teve forte impacto na Força, que “temos problemas nas fronteiras”, que está faltando munição e a substituição dos 226 mil fuzis FAL, da década de 60, pode demorar 226 anos porque atualmente só há recursos para se comprar mil fuzis por ano.
A seguir, os principais pontos da entrevista concedida pelo general, no último sábado, em seu gabinete, no Quartel General do Exército, quando comemorou, com chimarrão na mão, pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que aponta as Forças Armadas como as instituições com mais credibilidade no País, nove pontos acima da Igreja, que está em segundo lugar. Gaúcho de 63 anos, o general Villas Bôas comanda os 217 mil homens do Exército, desde fevereiro passado.
A demissão do general Mourão foi uma punição exemplar?
Trata-se de um oficial reconhecido na Força, que tem todo o respeito do comandante. Mas esta questão não pode ser abordada de maneira simplista. Em momento conturbado, não é desejável nada que produza instabilidade ou insegurança. A nossa preocupação é de cooperar para manutenção da estabilidade para que as instituições possam cumprir seus papéis e caminhar em direção à solução da crise em nome da sociedade.
Foi isso que nos moveu, para que nenhum movimento venha gerar insegurança ou instabilidade. Essa movimentação (do general Mourão) teve o sentido de mostrar que toda e qualquer manifestação do Exército tem de ser institucional.
O sr. teme que este episódio possa levar a solidariedade ou indisciplina na Força?
Dentro do Exército, não, absolutamente. No Exército, isso não é mérito meu, recebi assim. O Exército nunca esteve tão disciplinado e tão coeso. Não há preocupação neste sentido. Todo e qualquer pronunciamento desta natureza, neste momento tem de ser institucional, por intermédio do seu comandante. Isso que aconteceu, se não se tomasse nenhuma providência, poderia ser um precedente e poderia voltar a acontecer, inclusive com manifestações em outro sentido. A intenção é essa. Fazer um sinal de que este procedimento não pode ser aceito.
Se outros militares da ativa fizerem declarações como essa podem sofrer punições semelhantes?
Não há como estabelecer um parâmetro rígido de comportamento porque tudo depende do contexto, do teor, da conjuntura. Mas, de uma maneira geral, sim. Manifestações tanto em um sentido, quanto em outro, não são desejáveis. Institucionalmente quem se manifesta em nome do Exército é o comandante.
Militar não deve falar?
Militar tem de falar, pode falar. É lógico que, cada um na sua esfera de atribuição e nas questões institucionais, quem se manifesta é o comandante. A sociedade brasileira se desacostumou a ouvir os militares e sempre que os militares se manifestam isso causa alguma reação, repercussão, e não deve ser assim. O segmento militar faz parte da sociedade e do Estado e tem um papel muito importante.
Diante desta crise toda que vivemos no País, qual é o papel dos militares?
Eu acho estranho que declarações do general Mourão estejam sendo interpretadas como tendência de atuação do Exército, Eu tenho sido bastante enfático, em várias ocasiões, dizendo que o papel do Exército é preservação, manutenção da estabilidade e toda e qualquer atuação do Exército será absolutamente institucional e constitucional. Não há nenhum risco de que o Exército venha atuar fora destes limites.
Então não há chance de os militares tentarem alguma aventura?
Não há chance disso. O Brasil é um país com instituições sólidas e amadurecidas, que estão cumprindo seus papéis. O Brasil é um país sofisticado, com sistema de pesos e contrapesos, ou seja, não há necessidade de a sociedade ser tutelada. Nosso papel é essencialmente institucional, legal e focado na manutenção da estabilidade para permitir que as instituições cumpram suas funções.
O sr. falou do risco de uma crise política atual se transformar em crise social e isso sim dizia respeito às Forças Armadas…
O Exército passou 14 meses como força de pacificação na Favela da Maré porque havia risco de crise social e o Exército foi chamado a intervir. Não há alarmismo nisso. É uma situação prevista na Constituição. Tanto é que fomos empregados, na Maré, no Alemão, em terra indígena em Mato Grosso. E nos preocupa sim porque se a crise econômica prossegue, o desempego, a falta de perspectiva, é natural que isso acabe se transformando em um problema social e problema social se se agrava, se transforma em violência, e se se transforma em violência, passa a nos dizer respeito diretamente. Este é o papel constitucional do Exército e isso não manifesta nenhuma intenção de quebra de institucionalidade. Nosso papel é manter a estabilidade e nos preocupa qualquer coisa que venha eventualmente a quebrar esta estabilidade
Isto não tem nada a ver com intervenção política?
Absolutamente. Isso não tem nada a ver. É bom que fique claro isso.
O governo tem baixíssima credibilidade, pesquisas ruins, e sob acusação de corrupção, problemas éticos, econômicos. A presidente tem condição de enfrentar e superar este momento?
Cabe às instituições solucionarem. Temos o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal, todas as institucionais do Executivo, Legislativo e Judiciário, estão funcionando.
A gente sente que há uma incerteza. São tantos atores, as variáveis que se movimentam que é difícil dizer qual será o desfecho disso. Mas eu acredito que o desfecho vai ser institucional. Esta situação vai se solucionar sem quebra da normalidade institucional do País.
O presidente da CUT convocou a população a pegar em armas e ocupar trincheiras para defender o mandato da presidente…
Este tipo de manifestação nos preocupa porque se trata de incitamento à violência. Ela não contribui para a estabilidade do País e a normalidade do funcionamento das instituições. Mas é algo que diz respeito à segurança publica diretamente. Então nos preocupa mas, de maneira nenhuma, vai provocar nossa atuação.
O sr. teme que, caso o Congresso decida pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff haja uma convulsão social e o Exército tenha de entrar?
O Exército deve estar preparado para qualquer emprego previsto na Constituição.
Um presidente da Câmara dos Deputados acusado de vários crimes é um problema?
Esse é um problema que toca diretamente e deve ser solucionado no ambiente do Legislativo. Não faz parte das atribuições do Exército.
Há uma crise ética no País?
Há uma crise ética no País. Inclusive, eu acho interessante que está muito comum, muito mais do que se pensa, as pessoas nos demandarem, exigir que o Exército tome providências para solucionar a crise. Mas as pessoas estão demandando, na verdade, são os valores que as Forças Armadas encarnam e representam e que a sociedade está carente. E há a percepção que sem a restauração destes valores é difícil que o Brasil recupere trajetória de evolução, do progresso e do desenvolvimento.
A chegada do PT ao poder tem responsabilidade nisso?
Não, absolutamente. Essa crise ética da sociedade brasileira é um processo que não se instaura de um momento para o outro. Isso já vem de algum tempo. Nem mesmo a autoridade da professora na sala de aula está sendo mais reconhecida. A questão ética se agravou, mas paralelamente as instituições tem cumprido com muito mais eficiência e visibilidade os seus papéis.
O sr. concorda com a ideia de que a corrupção está instalada no Brasil ou não?
Concordo. Mas eu diria que este é um estado de coisas que nós vivemos. Durante a Operação Pipa, no Nordeste, 60% dos 6800 caminhoneiros que trabalham na distribuição de água tentaram algum tipo de fraude. Não se trata de estigmatizar o caminhoneiros. Não é isso. Os caminhoneiros fazem parte da sociedade brasileira. São práticas que se tornaram comuns na sociedade e isso é a base de uma pirâmide . A medida que vai subindo, vai se potencializando.
O Exército foi muito atingido pelos cortes?
O corte de 40% no orçamento provocou redução do ritmo de implantação dos projetos. Reduzimos ao mínimo que não produzisse descontinuamento dos projetos. Mas, se a situação perdurar no próximo ano, causará perdas irreparáveis. Não é só que não vamos fabricar tal equipamento. São concepções, tecnologias, capacitação de pessoal, estruturação física de fabricação que se perde, além de capital intelectual. Este é um aspecto muito preocupante. O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, está empenhado em buscar soluções para que se produza regularidade, continuidade e previsibilidade nos recursos para os projetos de defesa.
E no custeio, o corte afetou?
Conseguimos chegar ao final do ano sem precisar recorrer a medidas tomadas anteriormente que foram extremamente negativas para a força como o licenciamento mais cedo ou adotar meio expediente. São medidas que, se prolongadas, causam até desprofissionalização. Nos preocupa nos próximos anos que o custeio também se agrave e as consequências serão graves. Não podemos cortar efetivo. No Nordeste, por exemplo, onde executamos tarefas de distribuição de água, eu tenho gente passando sede. É importante que se tenha essa compreensão que o nosso custeio não pode sofrer mais corte porque quem vai sofrer consequências será a própria sociedade.
Os cortes vão trazer problemas para as fronteiras?
Hoje nós já temos problemas nas fronteiras. Apesar de todo o esforço, todo o sacrifício de nosso pessoal, nós temos dificuldades para cumprir nossas missões.
O Sisfron (sistema de vigilância das fronteiras) está ameaçado?
Está ameaçado. A previsão original era de instalação em dez anos, de 2012 a 2022. Com o ritmo orçamentário que se estabeleceu, essa conclusão já foi adiada para 2035 e agora, com a crise, se estima que não ficará pronto antes de 2065. Ou seja, todas as as tecnologias desenvolvidas agora já estarão obsoletas. E este é um projeto fundamental, importantíssimo, talvez o mais urgente para o dia a dia da sociedade brasileira, que está ameaçado.
Os equipamentos do Exército estão obsoletos?
Em equipamentos básicos, de comunicações, não. Um soldado brasileiro equipado tem a mesma configuração de um soldado de país desenvolvido, mas sistemas mais complexos que estávamos em desenvolvimento serão prejudicados. O desenvolvimento de mísseis e foguetes sofrerá atrasos. O sistema de artilharia anti aérea também. A produção do blindado guarani, está sofrendo atraso tanto no ritmo de aquisições, como no desenvolvimento de outros mais modernos para o futuro. O prejuízo é qualitativo e quantitativo.
E os fuzis estão obsoletos?
Nós usamos ainda o fuzil FAL da década de 60, que já está se tornando obsoleto. A Imbel (Indústria de Material Bélico) desenvolveu o fuzil IA2, que já está sendo usado pelas tropas brasileiras no Haiti. Este fuzil está sendo produzido, mas num ritmo muito menor do que seria necessário. Precisamos substituir os 226 mil fuzis. Mas só estamos comprando mil deles por ano. Nós também continuamos carentes de munição. Está faltando munição e isto deixa o adestramento prejudicado. Não está sistematizada a produção de munição num ritmo suficiente para atender nossa demanda.
Isso quer dizer que caso precise haver emprego da Força, nós poderemos ter problemas?
Poderemos.
Há preocupação com este emprego muito constante das Forças Armadas?
Há preocupação porque este emprego deve ser episódico. Nossa tropa não é preparada para ações policiais. Neste tipo de emprego, a solução para o problema local vem de os outros setores da sociedade. As Forças Armadas entram para dar estabilidade, para que outros órgãos possam chegar para trabalhar e prover o atendimento da população, inclusive a polícia.
As Forças Armadas estão sendo chamadas para exercer o papel que as Polícias Militares não conseguem?
Tenho profundo respeito pela Polícia Militar. É uma profissão que é exercida em uma sociedade com total perda de disciplina social, com cultura do ilícito e é uma profissão que o chefe de família, a cada manhã, se despede da família, sem saber se volta pra casa. Os policiais são extremamente corajosos. E é uma instituição estigmatizada junto à sociedade. Eles têm um valor enorme. Ainda há restrições que sofrem em razão da legislação da área penal, mais ainda a questão dos direitos humanos, que protege muito mais quem pratica o crime, do que o próprio policial. Por tudo isso tenho profundo respeito pela polícia.
O País está preparado para as olimpíadas?
Os recursos estão sendo alocados e a participação do Exército não se resumem só à segurança.
Um dos maiores complexos esportivos está sendo construído na região da Vila Militar, em Deodoro (RJ) e temos participação no desenvolvimento dos jogos, vários setores da organização e segurança.
Há algum risco?
Há algum risco na organização do evento e esta é uma preocupação natural que temos. Daí a importância da promulgação lei antiterrorismo pelo Congresso, recentemente. O Brasil não tem tradição de terrorismo, mas os jogos olímpicos o tem.
 Fonte: Estadão
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Estimativa do mercado para inflação deste ano se aproxima de 10%

As previsões do mercado financeiro para a inflação deste ano e de 2016 continuaram piorando na semana passada. Houve piora também na estimativa dos analistas para o nível de atividade da economia brasileira, segundo o relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (3), é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.
Para 2015, a expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, feche o ano em 9,91%, se aproximando assim da marca dos 10%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 9,85%. Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%.
Essa foi a sétima alta seguida no indicador. O BC informou recentemente que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,22% para 6,29% na última semana. Foi a 13ª alta seguida do indicador que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem. Recentemente, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.
Produto Interno Bruto
Ao mesmo tempo, o mercado financeiro também passou a estimar uma retração maior da economia em 2015 e, também, no ano que vem.

Para o PIB deste ano, o mercado financeiro passou a prever uma retração de 3,05%. Foi a 16ª revisão para baixo consecutiva do indicador. Até então, a expectativa era de uma contração um pouco menor neste ano: de 3,02%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,43% para 1,51% a expectativa de contração na economia do país. Esta foi a quarta queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Na semana passada, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 2,99% até agosto.
No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).
Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% em outubro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa permaneceu em 13% ao ano – o que pressupõe reduções da taxa Selic ao longo do ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 4 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 4,20.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 permaneceu em US$ 14 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit ficou inalterada em US$ 26,3 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 62,5 bilhões para US$ 64,6 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.

Fonte: G1
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