Prefeitura de Uberaba recebe da Mosaic doação de equipamentos para combate à Covid-19
Sindicato comprova a Mosaic Fertilizantes que o dossiê com fotos tem legalidade
Os diretores do Stiquifar (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região) participaram, ontem (19), de uma reunião por meio de videoconferência, com representantes da Mosaic Fertilizantes para tratar do dossiê elaborado pela entidade classista. Instrumento em defesa da categoria que foi alvo de questionamento por parte da empresa porque foi utilizada fotos de celulares e máquinas fotográficas que comprovaram às condições inadequadas de trabalho, mas que alegavam que feria o Regimento Interno e que os empregados poderiam ser penalizados por tal conduta.
“No começo da reunião, eles tentaram descaracterizar novamente a
responsabilidade da empresa sobre vários pontos apontados pelo dossiê, mas como
não foram claros na justificativa acabaram entendendo que as fotos eram legais
e que a conduta do sindicato estava correta. Então, eles pediram para que o
sindicato fosse parceiro da empresa, levando primeiramente as demandas para os
gestores da unidade dentro de Uberaba. Se eles não resolvem os problemas
apontados, a entidade poderia acionar diretores a nível internacional para
mostrar que a política da empresa em Uberaba não estava em consonância com a
política de gestão da multinacional”, comentam.
Na reunião, os diretores deixaram claro que é evidente que falta
fiscalização nas unidades de Uberaba e que tal conduta vem agravando a
qualidade laboral e exigindo cada vez mais dos trabalhadores em decorrência da
falta de investimento e correção dos problemas apontados. “Como representantes
dos trabalhadores não podemos ser omissos, pois as denúncias têm sido
recorrentes, por meio dos canais citados pela empresa no ofício encaminhado ao
sindicato. Contudo, observamos que não vem surtindo efeito prático, o que
coloca em risco a segurança, saúde física e psicológica dos trabalhadores”,
observam
COMUNICAÇÃO INEFICAZ - Como está evidente
que está havendo falha de comunicação dentro da empresa, o STIQUIFAR ressaltou
que vem tendo necessidade de procurar ajuda de outros setores do grupo para
discutir as demandas que estão trazendo transtornos aos trabalhadores. “Foi
apresentado pelo setor de segurança algumas ações tomadas, referente às
denúncias do dossiê. Portanto, a entidade sindical observou que as ações foram
apenas tomadas em setores que não necessitavam de investimento. Infelizmente,
saímos desta reunião sem a empresa definir um prazo para conclusão dos reparos
necessários para manter um local seguro para as atividades e sem data fica
difícil acreditar que as ações estão sendo levadas a sério pelos setores
competentes”, pontuam
Já que continuam trabalhando com o quadro reduzido de trabalhadores,
exigindo cada vez mais dos envolvidos para garantir a meta de produção, sem
levar em conta que estão sobrecarregados e sem motivação para a atividade
laboral. Trabalhadores não deixe de levar as suas demandas e insatisfação ao
sindicato, pois não medimos esforços para fazer valer os seus direitos
trabalhistas e qualidade de trabalho”, concluem.
Stiquifar denúncia que Mosaic Fertilizantes continua negligenciando à qualidade do transporte e da alimentação do restaurante
Em menos de uma semana, após a reunião para tratar das questões
envolvendo a falta de manutenção dos ônibus que transportam os empregados, bem
como a qualidade da alimentação oferecida no restaurante da Mosaic
Fertilizantes. Infelizmente, a diretoria do Stiquifar (Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região)
recebeu novas denúncias já encaminhadas para a empresa, o que comprova que está
longe de encontrar uma solução para as demandas da categoria.
“Mais uma vez, o setor de infraestrutura da empresa deixou a desejar no
que tange a fiscalização dos serviços prestados pelas empresas terceirizadas
para realizar o transporte de funcionários e oferecer alimentação no
restaurante. Está evidente que existe um descaso na solução dos problemas
apresentados pelo Stiquifar a empresa”, dizem os diretores questionando a
Mosaic se será preciso o sindicato entrar com ações na Justiça para fazer valer
o direito dos trabalhadores terem transporte e alimentação com qualidade, bem
como melhores condições de trabalho.
Segundo informações que chegou a entidade classista, novamente o ônibus
003 que realizava o transporte dos trabalhadores para levarem para suas
residências apresentou problemas mecânicos. Então, alguns empregados optaram
por chamar Uber e outros foram embora a pé para não terem o seu período de descanso
prejudicado. “Desta vez, o ônibus quebrou dentro da cidade. Como leva um tempo
para a empresa resolver o problema do transporte, apesar do gestor garantir que
era caso pontual, fica evidente que não é a realidade”, ressaltam
SEM QUALIDADE – Em relação à
alimentação oferecida pela GRSA – empresa recém contratada para gerir o
restaurante da Mosaic Fertilizantes – o Stiquifar recebeu informação que houve
novamente negligência em relação a distribuição do lanche oferecido aos
empregados. “Teve funcionário que recebeu pão francês, sem ter presunto e
mussarela, por dentro. Já no setor de laboratório industrial entregaram aos
trabalhadores o pão corretamente, mas em compensação não tinham nada para beber
(suco)”, finaliza o STIQUIFAR acrescentando que estão corretos em cobrar não só
a fiscalização tanto no transporte dos trabalhadores quanto nas refeições do
restaurante
Stiquifar e Mosaic participarão de reunião para discutirem sobre dossiê
Os diretores do Stiquifar (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região) comunica que na próxima segunda-feira (19), participará de uma videoconferência com representantes da Mosaic Fertilizantes, com objetivo de discutir sobre dossiê elaborado pela entidade classista que foi alvo de questionamento da multinacional.
“Essa reunião é de sua importância, pois temos alguns tópicos
importantes para discutir junto a empresa em relação ao Regimento Interno que
permite alguns empregados fazem uso de aparelhos celulares ou máquinas fotográficas
com instrumento de trabalho, porque precisam enviar fotos para os gerentes e supervisores
para comprovar que realizaram suas funções tanto na operação quanto na
manutenção. Já que o quadro de empregados da Mosaic está defasado e não possui
profissionais suficientes para fiscalizar a execução in loco das atividades
laborais”, comentam.
Tal medida é uma contradição, tendo em vista que a Mosaic
enviou um oficio ao sindicato informando que os trabalhadores estão proibidos
de utilizarem celulares ou qualquer equipamento fotográfico, dentro da empresa
e que tal conduta fere o Regimento Interno, dando direito a aplicarem as
sanções que podem ser advertência, suspensão e até mesmo demissão por justa
causa. “Como a própria empresa descumpre o RI, os diretores sindicais alertaram
todos os trabalhadores que existe uma inversão de valores na empresa e que
precisam ficar atentos para não terem nenhum transtorno, tendo em vista que se
acessarem o Acordo Coletivo de Trabalho existe clausulas protetivas”, finalizam.
Pnad e Caged: Brasil enfrenta problemas com estatísticas no auge do desemprego
Num momento em que o país tem registrado números diários de mortes por covid-19 que ultrapassam 4 mil e diversos Estados e municípios reforçam medidas de distanciamento social, na tentativa de conter a propagação do vírus, as duas principais estatísticas do mercado de trabalho brasileiro apresentam problemas, apontam economistas.
Liberado novo saque do FGTS neste mês de Abril
Além da regra padrão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a nova opção de liberação de valores do benefício conta com outras maneiras de saque, com o objetivo de atender outras necessidades do trabalhador. Portanto, quem preferir retirar certa quantia de seu Fundo, contam com o saque-aniversário e até mesmo o emergencial.
Assim, os que nasceram em abril, já terão acesso a essa benesse, de acordo com as regras da Caixa. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é um direito trabalhista. Ele foi criado com o objetivo de dar um aporte ao trabalhador que é demitido sem justa causa. Para tanto, o empregador deverá depositar um valor referente a 8% do salário do trabalhador mensalmente.
Por conseguinte, o Fundo é constituído destes valores que servirão como uma segurança em casos de demissão. Além deste motivo principal para o saque do FGTS, no entanto, o Poder Legislativo definiu outros momentos de possibilidade de saque, ainda que ela não seja não integral.
Todo trabalhador formal brasileiro tem direito ao FGTS. Isso significa, portanto, que aquele com contrato trabalhista dentro das regras da CLT (Consolidação de Leis Trabalhistas), está inserido no programa. Além deste, também estão inclusos os trabalhadores domésticos, rurais, temporários, intermitentes, avulsos, safreiros e atletas profissionais, de acordo com a Caixa.
Indústrias estão contratando trabalhadores intermitentes
Em reportagem do jornal o Estado de São Paulo, feito pelo jornalista Eduardo Rodrigues, relata estudo feito com 523 empresas do setor industrial feito pela Confederação Nacional da Indústria.
O resultado mostrou que 15% das empresas pesquisadas contrataram entre 1 a 10 trabalhadores como intermitentes. O mais impressionante é que 45% destas empresas disseram que aumentaram a contratação nesse formato e já estão planejando contratar mais pessoas nessa nova modalidade.
Para a CNI, as empresas não estão trocando as pessoas, mas complementando o quadro de funcionários com intermitentes para necessidades específicas.
A gerente-executiva de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena, o regime intermitente ajuda as empresas a ter um planejamento das indústrias diante de um cenário de incertezas que ocorre desde o ano passado por causa da pandemia.
“Quando se fala no regime intermitente lembramos de profissionais que trabalham com eventos, nos garçons que atuam nos finais de semana. Mas na indústria são profissionais no chão da fábrica que atendem a algumas demandas que não são contínuas, como a manutenção de equipamentos ou a operação de uma máquina específica – como um robô. Esse profissional mais qualificado pode atender inclusive mais de uma fábrica no regime intermitente”, destaca a especialista.
O trabalho intermitente ainda é objeto de muita discussão, pois pode criar dificuldades para muitos trabalhadores que teriam que trabalhar e em locais diferentes para conseguir uma renda maior.
Veja a reportagem completa aqui
Fonte: Redação Mundo Sindical, com informações do Estado de São Paulo
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