Vale está bem posicionada para atingir níveis de produção pré-Brumadinho




A Vale está bem posicionada para atingir os níveis de produção pré-Brumadinho, com pelo menos 310 milhões de toneladas anuais, segundo relatório do Bank of America.

Os analistas Timna Tanners, Jason Fairclough e Leonardo Neratika afirmam que, com a produção de 88,7 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro trimestre, a mineradora está no caminho para atingir sua projeção de 310 a 330 milhões de toneladas em 2020, “apesar de um início de ano lento”.


O relatório aponta que, para atingir os níveis de produção antes do acidente de Brumadinho, a Vale precisa produzir cerca de 94 milhões de toneladas no quarto trimestre. O BofA afirma que a produção do minério de ferro teve uma recuperação acentuada no comparativo trimestral, mas que as vendas foram limitadas.


A previsão do Bank of America para as vendas de minério de ferro no ano de 2020 foram revistas para cerca de 290 milhões de toneladas, ante 302,5 milhões da projeção anterior. A estimativa de Ebitda anual da companhia também foi revista para US$ 19,9 bilhões, ante US$ 20,9 bilhões, mas o BofA ressalta que os preços mais altos do minério de ferro podem impulsionar os resultados da mineradora.


O Bank of America ressalta como fatores positivos para as ações o pagamento de dividendos mais robusto e a otimização do portfólio com alienação de negócios de baixo desempenho. A recomendação do BofA para os papéis da Vale é de compra, com preço-alvo de R$ 86 por ação.


Fonte: Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO.




Read More!

Fertilizantes: Yara registra lucro líquido de US$ 340 milhões no 3º trimestre


 


A norueguesa Yara Fertilizantes reportou, nesta terça-feira, lucro líquido de US$ 340 milhões (US$ 1,27 por ação) no terceiro trimestre de 2020. O resultado representa alta de cerca de 360% ante igual período do ano anterior, de US$ 74 milhões (US$ 0,27 por ação). Já a receita recuou 11,68% no mesmo comparativo, para US$ 3,083 bilhões ante US$ 3,491 bilhões no terceiro trimestre de 2019.


O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 9,13%, para US$ 645 milhões. Ao excluir itens especiais, entretanto, o Ebitda do terceiro trimestre deste ano foi 11,42% menor quando comparado com igual intervalo de 2019, para US$ 558 milhões. De acordo com a companhia, a queda no indicador reflete, principalmente, preços baixos e margens insatisfatórias do nitrogênio.


As entregas de produtos da companhia foram 1,94% menores em comparação com o terceiro trimestre do ano anterior, e atingiram 10,108 milhões de toneladas. A companhia destaca que, apesar de as entregas terem sido menores no período, o segmento de adubo NPK premium registrou recorde.


Assim como no segundo trimestre, a Yara informou que o recuo nas entregas no terceiro trimestre decorre da queda na demanda na Europa, que foi parcialmente compensada pelo incremento do volume entregue no Brasil. A produção de fertilizantes acabados da companhia no período registrou baixa de 5,53%, para 5,358 milhões de toneladas, enquanto a produção de amônia caiu 11,2%, para 1,868 milhão de toneladas.


“Nosso fluxo de caixa também continuou a melhorar, com 2,5 bilhões de dólares americanos de fluxo de caixa livre gerado nos últimos quatro trimestres”, disse o presidente e diretor executivo da Yara, Svein Tore Holsether.


O resultado positivo interrompe uma sequência de quatro trimestres consecutivos de queda na receita. Após a demanda global por fertilizantes ter arrefecido no início deste ano em virtude das incertezas relacionadas à pandemia do novo coronavírus, o mercado de fertilizantes inicia um processo de recuperação neste segundo semestre do ano, com a aproximação das safras indianas de grãos e da semeadura das culturas de verão brasileiras.

 

Fonte: Isto é dinheiro

Read More!

Governo avalia cotas extras para seguro-desemprego neste ano



O governo estuda permitir o pagamento de cotas extras do seguro-desemprego para quem foi demitido na crise do coronavírus. Porém, a prorrogação do benefício ficaria limitada a 2020 —ano de calamidade pública.


O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), órgão que analisa regras sobre o seguro desemprego, debate desde julho uma proposta, apresentada pelas centrais sindicais.

A ideia é que sejam criadas extraordinariamente duas parcelas adicionais do benefício para quem for demitido sem justa causa. O desligamento deve ocorrer entre 20 de março e 31 de dezembro deste ano.

Representantes do Ministério da Economia no conselho conseguem, desde julho, adiar a votação do projeto. Diante da pressão, o governo prepara uma contraproposta ao colegiado, e que signifique um custo menor.

O Codefat tem seis representantes do governo, seis dos trabalhadores e seis dos empresários.

O plano apresentado pelos representantes das centrais elevaria as despesas do governo em mais de R$ 16 bilhões e poderia se estender a 2021, no caso de demissões no fim do segundo semestre.

Hoje, é possível receber de três a cinco parcelas do seguro-desemprego. O valor depende do período em que esteve formalmente trabalhando e de quantas vezes já solicitou o benefício.

Nas discussões mais recentes com integrantes do colegiado, o governo defende que as cotas extras só sejam pagas até dezembro e, como o desembolso seria extraordinário em função da crise do coronavírus, o custo ficaria fora do teto de gastos.

Essa regra fiscal impede o crescimento das despesas públicas acima da inflação.

O instrumento a ser usado seria o crédito extraordinário, permitido pela Constituição em casos de despesas urgentes e imprevisíveis, como em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

Procurado, o Ministério da Economia afirmou que analisa "a possibilidade financeira e jurídica da proposta sugerida pela bancada dos trabalhadores para que ela seja viável, dentro do atual regramento fiscal extraordinário".

O estado de calamidade pública decretado pelo Congresso e que vem permitindo as diferentes despesas extraordinárias vale até 31 de dezembro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já avisou que não vai estender a regra.

O afrouxamento fiscal, portanto, não deve se estender em 2021. Por isso, a ideia de técnicos da pasta é que as parcelas extras do seguro-desemprego também se limitem a este ano.

A versão mais limitada avaliada pelo governo reduziria o custo. Ainda não há uma nova estimativa formal. Porém, projeções iniciais indicam que o gasto poderia ficar menor que R$ 8 bilhões.

A contraproposta beneficiaria quem foi demitido no começo da crise do coronavírus e ainda está recebendo o seguro-desemprego.

Quem foi demitido recentemente acabaria ficando com o formato atual, que já cobre de três a cinco parcelas. Não haveria tempo suficiente para alcançar a cotas extras até dezembro.

Também está em estudo um modelo para que os pagamentos complementares só sejam liberados a um grupo específico de desempregados, por exemplo, de determinadas regiões ou setores de atividade, no caso, os mais afetados pela crise.

Além disso, quem recebe outros benefícios do governo pode não ter direito ao seguro-desemprego extraordinário.

Em 2009, o Codefat aprovou o pagamento temporário de parcelas adicionais para trabalhadores demitidos sem justa causa na crise financeira que se espalhou pelo mundo no ano anterior. Mas, dessa vez, com os consecutivos adiamentos na decisão, o número de desempregados a serem beneficiados se reduz.

Na última reunião do conselho, em setembro, o governo conseguiu convencer os demais representantes a adiar mais uma vez a decisão e pediu, na ocasião, mais 15 dias para apresentar uma contraproposta. O prazo se encerrou na semana passada.


"Defendemos que o conselho vote isso o quanto antes. Se deixarmos para novembro, a medida vai ajudar menos desempregados", disse o representante da Força Sindical no Codefat, Sérgio Luiz Leite, um dos autores da proposta de julho.


Até setembro, dado mais recente, foram contabilizados 5.451.312 pedidos de seguro-desemprego no país. Isso representa uma alta de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado.


O crescimento na demanda fez o ministro Paulo Guedes (Economia) estudar como obter mais recursos para o benefício.


Para bancar o aumento nos pedidos, o ministério fez pedidos a agências internacionais um financiamento de US$ 780 milhões para o programa. Entre as instituições, estão o NDB (Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics) e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).


Nas contas do governo, o financiamento banca cerca de 1 milhão de novos beneficiários.Depois disso, Guedes pediu aval ao TCU (Tribunal de Contas da União) para usar uma folga criada no cálculo do teto de gastos.


O espaço apareceu com as primeiras medidas de enfrentamento do coronavírus, quando o ministro abriu os chamados créditos extraordinários para mitigar os efeitos da pandemia.


Ao abrir os primeiros créditos, Guedes cancelou outras despesas previstas. O objetivo era evitar pressões sobre normas fiscais como a regra de ouro (que impede endividamento para despesas correntes) e sobre a própria dívida pública.


Posteriormente, diferentes normas fiscais foram suspensas (por Congresso e Supremo Tribunal Federal). Mesmo assim, Guedes já tinha cancelado R$ 7,8 bilhões em despesas. O TCU autorizou o uso do espaço para o Bolsa Família e o seguro-desemprego.


Fonte: Folha de São Paulo

Read More!

VLI aumenta a movimentação de fertilizantes no Tiplam

 O cenário favorável para as commodities agrícolas, a busca por mais produtividade e o aumento de área plantada são alguns dos fatores que estão impulsionando a demanda nacional por fertilizantes. Especialistas estimam um crescimento de 3,5% em 2020 frente a marca de 36,2 milhões de toneladas de 2019. As importações devem representar 80% do total. A VLI, companhia logística que integra ferrovias, terminais intermodais e portos, registra parte desse aumento no fluxo das operações do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), na Baixada Santista. A estimativa da empresa é contribuir com o recebimento de aproximadamente 10% dos fertilizantes importados que o Brasil vai receber este ano.


A empresa opera dois berços para o segmento, um dedicado a receber o produto importado pronto para mistura, outro apto para insumos utilizados na fabricação nacional de fertilizantes. O volume de importados cresceu 63% enquanto o fluxo de matérias-primas teve um salto de 10%. Esse desempenho reflete a comparação de janeiro até setembro deste ano com o mesmo período de 2019. “Temos um crescimento sustentável no setor em razão dos investimentos realizados ao longo dos últimos anos na ampliação e capacitação do nosso terminal. Alinhada a isso, a parceria com os clientes tem consolidado um fluxo estratégico para o abastecimento do mercado”, analisa Ricardo Lustosa, gerente-geral comercial Fertilizantes e Industrializados da VLI.

Atualmente, o terminal tem capacidade para cinco milhões de toneladas de fertilizantes e matérias-primas por ano. A operação da VLI no Tiplam reúne um amplo mix de itens utilizados pelo agronegócio brasileiro. Entre os fertilizantes importados estão os complexos de potássio, fósforo, nitrogênio (KCL, Map, ureia etc). O fluxo de insumos conta com enxofre, rocha fosfática, entre outros.

Conexão Vitória-Minas

Além dessa operação, a VLI atende outro fluxo de fertilizantes conectando o Espírito Santo e Minas Gerais pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). As cargas desembarcam no Terminal de Produtos Diversos, no Complexão de Tubarão, e seguem de trem até o terminal de Araguari, no Triângulo Mineiro.

Fonte: https://portogente.com.br/

Read More!

Vale prevê produção de 400 milhões t de minério de ferro até o início de 2023



A mineradora Vale está a caminho de atingir sua meta de produzir 400 milhões de toneladas de minério de ferro até o final de 2022 ou início de 2023, disse nesta sexta-feira o presidente-executivo da companhia, Eduardo Bartolomeo, durante o FT Commodities Mining Summit. A empresa já está produzindo 1 milhão de toneladas de minério de ferro por dia, disse ele..

BOLSA DE VALORES

O começo da tarde desta segunda-feira na bolsa paulista, as ações da Vale (SA:VALE3) e das principais siderúrgicas operam com forte queda. A forte queda nos preços do minério de ferro puxam a tendência, fazendo com que a CSN (SA:CSNA3), que chegou a avançar mais de 3%, também opere no vermelho.

Por volta das 13h20, os papéis da Vale perdiam 2,90% a R$ 59,87, com CSN perdendo 1,65% a R$ 16,13, Gerdau (SA:GGBR4) 2,15% a R$ 20,51 e Usiminas (SA:USIM5) 1,82% a R$ 10,76.

A jornada desta segunda-feira foi marcada por um forte movimento negativo para os preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade de Dalian, na China. O ativo com o maior volume de operações, com data de vencimento para janeiro do próximo calendário, recuou 2,88% para 776,00 iuanes por tonelada, o que representa queda de 23,00 iuanes em relação aos 799,00 iuanes de liquidação da véspera.

No mesmo sentido, o fechamento da sessão de negócios teve como principal característica a desvalorização nas cotações dos papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na também chinesa bolsa de mercadorias de Xangai. O contrato com mais liquidez, com entrega para o mês de janeiro de 2021, retrocedeu 57 iuanes para 3.539iuanes por tonelada, enquanto que o outubro deste, caiu 32 iuanes para 3.608 iuanes para cada tonelada.

CSN

Conselho de administração aprovou na última sexta-feira novo plano de negócios da controlada CSN Mineração (CMIN), tendo em vista projetos de expansão para exploração completa do potencial de suas reservas e recursos.

“Nesse sentido, a companhia autorizou seus diretores a tomarem as medidas necessárias para a realização de oferta pública inicial de ações de emissão da CMIN, com o objetivo de financiar parte do plano de negócios da CMIN, além de criar valor para seus acionistas”, afirmou em fato relevante.

No final de agosto, Coluna do Broadcast, do Estadão, informou que a CSN estudava o IPO como parte da estratégia para reduzir o endividamento, visando movimentar R$ 10 bilhões com a operação.

De acordo com a publicação, a CSN também deve fazer o IPO da unidade de cimentos, seguindo o bom momento do mercado com juros baixos e alta liquidez, o que tem impulsionado o mercado de renda variável.

Vale

O Ministério Público Federal (MPF) tem proposto novas e mais agressivas ações judiciais contra a Vale por entender que a empresa não atendeu expectativas referentes às reparações pelos desastres de Brumadinho e Mariana, disse à Reuters o procurador Edilson Vitorelli.

O comentário, em momento em que o MPF ainda aguarda decisão da Justiça sobre pedido de remoção de executivos da companhia, sinaliza potenciais dificuldades a serem enfrentadas pela Vale para recuperar a capacidade de produção de minério de ferro.

A empresa, que luta para melhorar sua imagem e reverter limitações impostas por autoridades após as tragédias e voltar a ser a maior produtora do mundo, tem meta de elevar a capacidade dos atuais 318 milhões de toneladas/ano para 400 milhões até 2022.


Fonte: 

Read More!

Empresa britânica vai investir mais de 1 bilhão de reais em canaviais brasileiros



A britânica BP Bunge Bioenergia anunciou que deseja elevar a produção de energia a partir de fontes renováveis. Apesar da companhia mirar no etanol no Brasil, devido a pandemia, é a produção de açúcar que tem pago as contas da petrolífera.

A crise causada pelo novo coronavírus reduziu drasticamente a circulação dos carros, impactando diretamente na demanda de etanol.  O fato fez com que o açúcar passasse a dar mais retorno do que o biocombustível.

No Brasil, o segundo maior produtor mundial de etanol, depois dos EUA, o setor também foi atingido pela limitação do preço da gasolina durante sete anos, o que prejudicou a demanda.

De acordo com Mario Lyndenhayn, responsável pelas operações da BP no Brasil, a britânica administra atualmente no país 11 usinas de açúcar e etanol juntamente com a gigante americana do agronegócio Bunge.

Segundo ele, isso significa que a joint venture foi forçada a transformar mais cana em açúcar às custas da produção do biocombustível — isso, logo no primeiro ano de operação.

Em setembro, a companhia prometeu reduzir a produção de petróleo e gás em 40% ao longo da próxima década e multiplicar por 20 a produção de energia renovável. O etanol brasileiro é fundamental para alcançar essa meta.

“Os preços do açúcar em reais saltaram para um nível muito atraente para as usinas no Brasil”, disse Geovane Dilkin Consul, CEO da joint venture, em entrevista a Bloomberg. Esse movimento permitiu que a indústria “não sofresse muito”.

As usinas podem destinar mais ou menos cana para fazer açúcar ou etanol, dependendo de qual produto oferece melhor retorno. Enquanto a maior parte do açúcar é exportada, o etanol abastece a frota doméstica de carros flex.

Afim de garantir o lucro com o açúcar, a petrolífera BP fez contratos de hedge para toda a safra atual a um preço quase recorde em reais. Para a temporada do ano que vem, os contratos garantidos foram a preço 10% maior.

“Quando compraram usinas de açúcar e etanol, as multinacionais focaram demais em ativos industriais em vez da qualidade dos canaviais. Nossa curva de aprendizado foi dolorosa”, acrescentou Lyndenhayn, que também atua como presidente executivo da BP Bunge Bioenergia.

Ainda assim, a BP mira no etanol brasileiro. A joint venture planeja gastar mais de R$ 1 bilhão nos canaviais e R$ 200 milhões adicionais em ativos industriais. A joint venture pretende economizar cerca de R$ 1 bilhão em três anos a partir da captura de sinergias.

 

Fonte: https://revistarpanews.com.br/

Read More!

Justiça determina que Vale retome procedimentos de segurança dos empregados em minas de Ouro Preto

 



A Justiça determinou, neste domingo (18), que a Vale retome os procedimentos de proteção e segurança dos empregados que trabalham em atividades emergenciais no Complexo de Mina Fábrica, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. 


A decisão é liminar e responde à Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o juiz Henrique Macedo de Oliveira, é necessário que o empregador tome todas as providências cabíveis para reduzir os riscos inerentes ao trabalho.


Dentre as obrigações impostas, a mineradora deverá retomar o apoio de helicóptero para as atividades de inspeção e monitoramento, manutenção e correção de anomalias nas barragens de Forquilhas I, II e IV, na zona de autossalvamento (ZAS). Como alternativa, a Vale poderá adotar os mecanismos de segurança aprovados por auditoria externa e não realizar atividade presencial com trabalhadores nesses locais, sem que as medidas de proteção sejam adotadas.


"Essas medidas de segurança são imprescindíveis para garantir a devida proteção aos trabalhadores e foram previstas pela própria empresa, em um Plano de Segurança entregue em março de 2020. A Vale S.A interrompeu os procedimentos de segurança dos trabalhadores após alterar o grau de risco das barragens (de 3 para 2) à revelia do posicionamento da auditoria Rizzo International, no sentido de que as condições de segurança no complexo minerário permanecem inalteradas, tanto quanto estavam em março de 2020, quando foram fixados os procedimentos de segurança", explicaram os seis procuradores do trabalho que assinam a petição.


Ainda segundo os procuradores, em virtude da interdição efetivada pelos auditores do trabalho no Complexo de Mina de Fábrica, e também em outras barragens em situação similar, as atividades imprescindíveis à correção da situação de grave e iminente risco estão rigorosamente condicionadas à comprovação explícita da garantia de condições de segurança e saúde aos trabalhadores envolvidos. Em caso de descumprimento da determinação, a mineradora está sujeita a pagar multa diária de R$ 3 milhões por trabalhador prejudicado.


A Vale informou que "não tem medido esforços para garantir a segurança dos trabalhadores que atuam no monitoramento e manutenção das suas estruturas geotécnicas".


Fonte: Jornal Hoje em Dia

Read More!