O senado vota hoje o fim do 13º salário não o impeachment de Dilma

Alguns “trouxas” comemoram o golpe contra Dilma Rousseff, mas, de fato, o Senado vota nesta terça (9) o fim do 13º salário, redução das férias e até o fim do adicional noturno para os trabalhadores.
Enquanto a mídia golpista trombeteia o afastamento de uma presidente honesta, sem crime de responsabilidade, escondidinho, tenta-se efetivar uma “República de Propinas” liderada pelo interino Michel Temer (PMDB).Em troca do poder, o mercado exige que se privatize, retire direitos trabalhistas e sociais assegurados na Constituição Federal. Cobra, também, que se desmantele a resistência dos sindicatos nem que para isso seja preciso utilizar a Lei Antiterrorismo.Não se trata de elucubrações, abstrações, mas de uma certeza em marcha. O fim da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, prevista no Art. 7º da Constituição Federal, será revogado pelo governo golpista.O diabo é que a informação é da própria trincheira do golpe, isto é, d’O Globo, que anotou na edição de ontem (8): “Proposta de reforma trabalhista prevê negociação até de férias e 13º salário — Quase tudo o que está na CLT poderá ser revisto, incluindo adicional noturno”.Portanto, engana-se quem acha que o Senado vota hoje a “pronúncia de juízo” do impeachment de Dilma. (Se quiser, você pode pode assistir ao vivo aqui o teatro golpista).Os senadores estão votando um “cheque em branco” para que Michel Temer radicalizar o neoliberalismo, retirar direitos dos trabalhadores, diminuir recursos da saúde e da educação, vender o patrimônio público como Petrobras e Banco do Brasil, enfim, liquidar o Brasil enquanto Nação.Com todos os defeitos que têm, Dilma seria obstáculo concreta para a retirada de direitos trabalhistas e sociais. Também atrapalharia a doação de empresas públicas a preço de bananas para o capital estrangeiro. Eis o que realmente está em jogo em tempo de Olimpíada.
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Meirelles, o aposentado, usa o pai para defender “aposentadoria nunca”. Que filho!

POR FERNANDO BRITO
A nota de Monica Bergamo, na Folha de hoje, em que ela narra que o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles usa o exemplo do falecido pai, Hesegipo para defender idade mínima para aposentadoria, com um número que faz tremer: diz que o pai se aposentou aos 92 anos!Nada contra a pessoa trabalhar até quando e quanto possa, se quiser. Se o pai de Meirelles, ex-político e advogado, quis, foi sua vontade. Até certo ponto e em certos limites, não é ruim, se a pessoa o deseja e sente-se em condições.Talvez fosse bem diferente se ele fosse peão de obra, carregando peso e fazendo esforço físico.Agora, é surpreendente o complemento do “chiste” de Meirelles: diz que o pai se aposentou aos 92 anos contra a vontade dele, Henrique.Como? Será possível que um filho, com um pai de 92 anos, não se preocupa ou insiste em que ele descanse, cuide da saúde, passeie, faça tudo o que um emprego (se é que estamos falando de um trabalho-trabalho, destes de oito horas diárias, etc…) fixo não permite? E que quando um homem, quase com um século de vida, decide se aposentar, ainda fica contra?Desculpe, Ministro, mas que filho é o senhor?Mais ainda porque Henrique Meirelles, como Michel Temer, que se garantiu aos 55, aposentou-se aos 57 anos.E não foi com “merreca”, mas com aposentadoria do FleetBoston Bank, de US$ 750 mil anuais.Sabem quem contou isso? Um senhor chamado Henrique Meirelles, em entrevista à Folha em 2003, quando conta que se aposentou em agosto de 2002, mês em que completou 57 anos de vida!E quando o questionaram sobre se era legítimo acumular essa bolada com a bolada de presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meireles foi peremptório: -Eu trabalhei, tenho direito a essa aposentadoria!Nós também, ministro, nós também.
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Olimpíadas servem para disfarçar retirada de direitos

POR FERNANDO BRITO
Enquanto, com todo o direito, o povo brasileiro celebrava sua história e sua alegria na abertura da Olimpíada, outros jogos estão sendo aberto,s quase em silêncio.
O Globo traz hoje o que será a reforma trabalhista do governo golpista.
Tudo será negociado entre aquele que tem todo o poder e os representantes daqueles que só têm a força de trabalho, porque nem mesmo emprego hoje lhes é garantido.
Tudo passa a ser objeto de acordo: férias, 13º, duração da jornada de trabalho e até mesmo os intervalos para almoço e lanche.
Querem chegar àquela vontade expressa pelo empresário Benjamim Steinbruch, do trabalhador comer o sanduíche com uma mão e trabalhar com a outra!
Diz a reportagem de Geralda Doca, em O Globo:
Na prática, tudo o que estiver na CLT poderá ser alvo de negociação.
Não é preciso me alongar aqui sobre a força que cada lado tem numa negociação, desequilíbrio que é ainda maior num quadro onde conservar o emprego já é uma grande vitória.
O espantoso – ou nem tanto – é que existem setores do movimento sindical – em geral, suas elites – que acham muito bom poderem negociar tudo.
Mentira e traição.
A lei trabalhista não impede nenhum benefício a mais.
Intervalos no trabalho não são lazer, do qual se possa abrir mão. São ferramentas necessárias para a saúde e a segurança do trabalhador.
Qualquer pessoa pode ir lá na CLT e ler no artigo 71 que o intervalo, quando a jornada excede seis horas, é para repouso ou alimentação. Um “gravatinha” pode até dispensar 15 minutos de sua hora , mas imagine um trabalhador da construção civil almoçando em meia hora e em seguida voltando a carregar sacos de cimento ou baldes de concreto…
E é mentira que não possa ser reduzido, se a empresa oferecer e comprovar perante o Ministério do Trabalho, que oferece boas condições para isso (§ 3º). Como é mentira que essa hora não possa ser trabalhada excepcionalmente, sendo paga com o adicional de 50% igual ao da hora-extra, o que ela é, de fato.
Sindicalista que entrar nessa, em nome de “aumentar o poder de negociação” vai ser visto como quem está vendendo o direito dos trabalhadores. Quando não o de suas próprias categorias, o dos trabalhadores sem “poder de fogo” sindical, dispersos, cuja única garantia é a lei que, há mais de 70 anos, Getúlio Vargas fez para defendê-los.
Aqueles que não têm sindicato para brigar e que só podem correr atrás de seus direitos quando são demitidos, porque reivindicar, para eles, é o próprio olho da rua!
Serão tão canalhas quanto os que querem fazer o trabalhador brasileiro voltar a condições escravocratas, não importa se cobertos por um “acordo sindical”.
Modernidade é valorização da vida humana, não a sua redução a ferramenta descartável do dinheiro!
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Domingo tem final do futsal e Bingo Premiado para sócios

Domingo tem final do futsal e
Bingo Premiado para sócios

A final do Torneio de Futsal do Stiquifar acontece neste domingo. A final acontece a partir das 10h entre ALL Black e Sticmu Blue. Após a final da competição acontece um Bingo Premiado para os associados do Stiquifar, a partir das 12h. No bingo, os prêmios serão 10 Kits Churrasco (1KG de Carne, 1KG de Linguiça, 1 Caixa de Skol lata, 1 Coca-Cola 2l, 1 Carvão de 3KG). Não fique de fora!


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Vale Fertilizantes: uma empresa de portões abertos. Literalmente!

Cães farejadores, detectores de metais, revistas, desconfiança.
Arsenal pesado para detectar roubos, armas e drogas para dar a impressão de que o ambiente é seguro e protegido.
Essas são as armas que a Vale encontrou para serem utilizadas pela Segurança Patrimonial no Complexo Industrial de Uberaba.
À partir da adoção dessas ferramentas é que de fato pudemos descobrir que, por exemplo, do dia 27 de julho passado até o dia 03 de agosto, nada disso funciona e que a utilização delas serve somente para criar um clima de repressão e vigilância.
Somente nesse período, sem contar os inúmeros casos anteriores já bastante divulgados, foram roubados, principalmente de empreiteiras que atuam dentro da fábrica, 4 steps de carreta, um tacógrafo, um aparelho de som na U-430, diversas máquinas de solda e a bicicleta do engenheiro do Bicálcico, 400 metros de cabos de solda, 2 baterias de caminhão e 200 litros de óleo diesel.
Tudo isso em uma semana apenas!
Tudo isso, um risco calculado!
Trabalhadores tem questionado a insegurança que ronda o CIU e apontam alguns fatores que tem contribuído para a piora da situação:
Redução do quadro de vigilantes que ainda são obrigados a confeccionarem inúmeras planilhas em um trabalho burocrático que é a menina dos olhos da Vale, fechamento de alguns postos de vigilância como portaria ferroviária, captação de água e torre de observação, instalação precária de câmeras, etc.
Fica óbvio que, na quantidade e no tamanho dos itens roubados, jamais eles poderiam ser subtraídos dentro de mochilas, escondidos em armários ou até mesmo dentro das roupas dos trabalhadores, o buraco é mais embaixo e a sensação de insegurança aumenta a cada dia.
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É amanhã, não percam!


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Vale prevê mais cortes na produção de fertilizantes

A Vale Fertilizantes espera por novos cortes na produção no curto e médio prazo. Na avaliação da empresa, a demanda por adubo deve permanecer firme, mas as condições do mercado ainda são consideradas “desfavoráveis”, apesar dos patamares elevados das cotações de commodities agrícolas.
A avaliação está no balanço do segundo trimestre da mineradora, divulgado nesta quinta-feira (28/7). Mesmo destacando fatores negativos, a divisão de fertilizantes contabilizou entre abril e junho receita líquida de US$ 464 milhões. O valor superou o desempenho dos primeiros três meses de 2016 (US$ 384 milhões), mas foi menor que o do segundo trimestre de 2015 (US$ 568 milhões).No balanço, a Vale Fertilizantes avalia que o segundo trimestre foi de aumento de custos e queda dos preços. A situação afetou o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que fechou em US$ 32 milhões. Bem abaixo do primeiro trimestre (US$ 70 milhões) e do intervalo de abril a junho de 2015 (US$ 163 milhões).“A redução do Ebitda em relação ao primeiro trimestre de 2016 deveu-se, principalmente, aos maiores custos, menores preços, maiores despesas e variação cambial, sendo parcialmente compensados pelo impacto positivo do maior volume de vendas”, informa o balanço da companhia.
A elevação mais expressiva nas vendas foi registrada no segmento de fosfatados. Do primeiro para o segundo trimestre, a receita líquida passou de US$ 290 milhões para US$ 363 milhões. O volume comercializado passou de 1,45 milhão para 1,88 milhão de toneladas. “O mercado global de fosfatados permaneceu fraco”, analisa a empresa. “A demanda de grandes consumidores, tais como o Brasil, foi firme. Entretanto, a oferta superou a demanda”, acrescenta o relatório.
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